Fatores de risco para DPOC

Clóvis Sousa

O fator de risco mais importante para a DPOC é a fumaça de cigarro. O cachimbo, o charuto e outros tipos de uso de tabaco populares em muitos países também são fatores de risco para DPOC.

Fig. 1 - Principais fatores de risco para DPOC.

Principais fatores de risco para DPOC, fumaça de cigarro, pó ocupacional, tabagismo passivo e poluição ambiental

Outras causas documentadas para DPOC, segundo a Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, 2006 (do inglês Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD) incluem:

- Poeiras e produtos químicos ocupacionais (vapores, irritantes e gases), quando as exposições são suficientemente intensas ou prolongadas;
- Poluição do ar intradomiciliar proveniente da combustão de biomassa (lenha) utilizada para cozinhar e aquecer residências pouco ventiladas;
- Poluição extradomiciliar, que se acrescenta ao impacto total de partículas inaladas do pulmão,embora seu papel específico no que diz respeito à causa da DPOC não seja bem compreendido;
- Exposição passiva à fumaça de cigarro também contribui para sintomas respiratórios e para a DPOC;
- Infecções respiratórias no início da infância estão associadas à função reduzida do pulmão e aos sintomas respiratórios crescentes na fase adulta.

E ainda outros fatores relacionados:

- Genética: Deficiência de Alfa-1-Antitripsina, uma proteína protetora dos pulmões. Parece acontecer em somente 3% dos casos);
- Desenvolvimento e crescimento pulmonar;
- Gênero masculino e Idade avançada;
- Condição Socioeconômica baixa.

O fator de risco mais importante para a DPOC é a fumaça do cigarro. O cachimbo, o charuto e outros tipos de uso de tabaco populares em muitos países também são fatores de risco para a DPOC. Em todas as oportunidades possíveis os indivíduos que fumam devem ser incentivados a parar.

A educação do paciente pode ajudar a melhorar as aptidões, a habilidade de lidar com a doença e a condição da saúde. Esse é o meio efetivo de alcançar a cessação do tabagismo, de iniciar discussões e entendimentos sobre orientações prévias e questões a respeito do final da vida, e de melhorar as respostas às exacerbações. Mesmo um período de 3 minutos de aconselhamento a fim de incentivar a cessação do fumo pode ser efetivo e, no mínimo, isso deveria ser feito com todos os fumantes.

O tratamento farmacológico (reposição de nicotina e/ou bupropiona) é recomendado quando o aconselhamento não é suficiente para ajudar os pacientes a pararem de fumar, para tanto, é necessário conversar com seu médico.

2 Comentário(s)! Comente mais!

  1. Marlene

    Não obstante conhecer todos os riscos que corro fumando, não consigo parar. Tenho histórico de familiares próximos com enfisema pulmonar, DPOC e até mesmo câncer. Onde procurar ajuda para parar? Socorro!
    Obrigada
    Marlene
    Considero o trabalho de vocês maravilhoso! Parabéns!

    Postado em 15/07/2009
  2. ana tereza

    tenho uma filha de 15 anos a mesma mora com a avo que é fumante dorme na mesma cama ontem
    alguns dias a minha filha veio sentindo dor no peito sonolencia cansaço fisico pele gelada e palidez
    levei-a ao médico fiz eletro cardiograma e exame de sangue não deu nada.ontem ela me ligou reclamando que estava sentindo muita dor no peito pedir para que ela fosse comigo ao hospital fizemos um raio x
    e para minha dor e surpresa o pulmao da minha filha estava com algumas machas repetimos o exame
    e quando levei ao radiologista o mesmo me pediu para que eu a levasse ao pneumologista que a minha filha estava com dpoc
    pergunto a voces é possivel um crianca de 15 anos adquirir essa doença me ajude por favor gostaria de ter uma resposta urgente
    desde já agradeço

    Postado em 04/01/2011

Deixe seu Comentário!

Preencha os campos abaixo. Campos obrigatórios marcados com *
*
*