Fisiopatologia da DPOC

Clóvis Sousa

Fisiopatologia da DPOC, inflamação, obstrução, alterações estruturais das vias aéreas e disfunção mucociliar

Pessoal! depois de caracterizar o que é DPOC falaremos agora da fisiopatologia.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) não é uma doença caracterizada por afetar somente os pulmões. Envolve um componente sistêmico, pois além de afetar o pulmão, pode comprometer o sistema cardiovascular e muscular, e ainda comprometer o campo psico-social.

A figura 1 ao lado apresenta os 4 principais componentes da fisiopatologia da DPOC:

- Inflamação das vias aéreas,

- Obstrução das vias aéreas,

- Disfunção mucociliar,

- Alterações estruturais das vias aéreas.

Esses componentes levam a limitação do fluxo aéreo e consequentemente a respostas sistêmicas compromentendo todo o corpo. A inatividade física crônica faz com que os DPOCs fiquem altamente descondicionados, reduzindo sua massa muscular principalmente de membros inferiores dificultando de maneira acentuada as atividades de vida diária (figura 2).

Fig. 2-Evolução da DPOC; à direita: fase inicial da doença (bronquite crônica); à esquerda: fase avançada da doença (enfisema). Notar a perda de massa muscular, pois gasta-se muita energia diária com a respiração, e a posição do corpo que facilita a respiração.

Evolução da DPOC; à direita: fase inicial da doença (bronquite crônica); à esquerda: fase avançada da doença (enfisema). Notar a perda de massa muscular, pois gasta-se muita energia diária com a respiração, e a posição do corpo que facilita a respiração.

Até pouco tempo as abordagens de tratamento para intolerância ao exercício eram direcionadas para as alterações do sistema respiratório porque a grande maioria destes pacientes apresenta limitação ventilatória ao esforço. Esta limitação parece estar relacionada com o aumento da resistência do fluxo respiratório, que levaria à hiper-inflação e à incapacidade de manter níveis relativamente baixos de ventilação, aumentando as necessidades ventilatórias para um dado nível de exercício, visto que a ventilação e a troca gasosa são ineficientes.

Por outro lado, nos últimos anos tem aumentado o número de autores sugerindo que os DPOCs apresentam uma disfunção sistêmica no sistema músculo esquelético que é considerada um fator adicional na limitação das atividades funcionais (Maltais et al., 1999; Casaburi, 2000; Agusti et al., 2001; ). A perda de massa muscular corpórea de todo os segmentos do organismo, principalmente membros inferiores, pode ser relacionada a hipoxemia crônica, ao uso crônico de doses elevadas de corticóides, a alterações nutricionais, e o descondicionamento físico (Agusti et al., 2001). Evidências indicam (Casaburi, 2000) que o descondicionamento seja o principal fator contribuinte para estas alterações pois os DPOCs, principalmente mais graves, adotam um estilo de vida extremamente sedentário em decorrência da dispnéia produzida pelas atividades da vida diária.

Desta forma, a progressão da doença leva a um ciclo vicioso até evoluir para total incapacidade do DPOC, afetando a dependência funcional, a vida social, a econômica e a emocional.


Nós iremos ainda falar sobre os fatores de risco e o tratamento para o DPOC sendo o exercício físico bastante indicado para essas pessoas.

6 Comentário(s)! Comente mais!

  1. gisele guimaraes

    oi,gostei muito da matéria,mas gostaria que olhasem a parte que está escrito “inflamação sistemica“

    Postado em 15/04/2010
  2. marcelino ribeiro

    quem tem dpoc pode adquirir um cancer?ficar ´so deitado..pernas moles sem resistencia….

    Postado em 03/08/2010
  3. marcelino ribeiro

    quem tem dpoc pode adquirir um cancer de pulmao…

    Postado em 03/08/2010
  4. quem tem dpoc pode adquirir um cancer no pulmao???

    Postado em 03/08/2010
  5. quem tem dpoc pode adquirir um cancer no pulmao?????

    Postado em 03/08/2010
  6. marcelo

    o fato de ter DPOC aumenta e muito a chance de ter câncer. Se comparar um ex fumante que não tem dpoc com um ex fumante que tem dpoc, o que tem dpoc tem em torno de 7X mais chance de ter câncer.

    Postado em 24/11/2010

Deixe seu Comentário!

Preencha os campos abaixo. Campos obrigatórios marcados com *
*
*