Atividade Física para Deficientes Auditivos

Milena Dutra

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Professora com alunos: ouvinte e deficiênte auditivo

Segundo o Instituto Nacional de Educação de Surdos:

A deficiência auditiva traz algumas limitações para o desenvolvimento do indivíduo, uma vez que a audição é essencial para a aquisição da língua oral.

Inicialmente, a surdez interfere no relacionamento da mãe com o filho e cria lacunas nos processos psicológicos de integração de experiências que irão afetar, em maior oumenor grau, a capacidade normal de desenvolvimento do indivíduo.Embora não se tenha uma estatística geral, é grande a incidência de casos de surdez.

O Censo Escolar/2004 computou 62.325 crianças surdas matriculadas nasescolas de todo o país. Esse fato trouxe a necessidade de preparar os professores para atender, de forma adequada, essa população.

O objetivo deste texto é, portanto, fornecer informações básicas sobre a audição,a deficiência e o deficiente auditivo, para facilitar a intervenção do professor de Educação Física, nas turmas onde estiverem incluídos alunos surdos.

Audição:

É o sentido por meio do qual se percebem os sons.O processo normal da audição inicia com a captação de ondas sonoras pela orelha externa e prossegue através da condução dessas ondas pela orelha média. Aochegar à orelha interna, as ondas sonoras são transformadas em impulsos elétricos, que são enviados ao cérebro. No cérebro se dá a decodificação dos sons, o que caracteriza aaudição propriamente dita.

O som possui características que influem na audição. Uma delas é a sua capacidade de se propagar nos meios gasoso, líquido ou sólido. Essa propagação, se dá sob a forma de ondas, provocando uma vibração tal que é capaz de ser transmitida para o cérebro através do ouvido (meio gasoso / ar) e do corpo como umtodo (meio sólido / ossos). Outras características que influenciam diretamente na qualidade da audição são aintensidade e a freqüência. A intensidade é determinada pela amplitude da onda sonora, refere-se ao volume do som e é o que permite distinguir um som forte de um som fraco. É medida emdecibéis (dB).

A freqüência varia de acordo com a quantidade de ondas emitidas em umdeterminado espaço de tempo e é o que faz com que um som seja alto (agudo) ou baixo(grave). É medida em Hertz (Hz) ou Ciclos por Segundo. Assim sendo, a capacidade de ouvir determinados sons vai depender daconjugação entre o grau de perda em decibéis e as freqüências preservadas na orelha interna.

É através do cruzamento dessas duas informações que se obtém o resultado da audiometria, que é o exame que determina o grau de audição das pessoas.

Deficiência Auditiva:

Essa expressão sugere a diminuição ou a ausência da capacidade para ouvirdeterminados sons, devido a fatores que afetem quaisquer das partes do aparelhoauditivo.A Política Nacional de Educação Especial define a deficiência auditiva comosendo a “perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender afala através do ouvido” (BRASIL, 1994).

Essa definição permite concluir que:

1) Existem diferentes graus de perda auditiva;

2) A surdez pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento;

3) A sua pior conseqüência é a impossibilidade de ouvir a voz humana (fala).

Dependendo da época da instalação da deficiência e do grau da perda auditiva, o indivíduo pode ter dificuldades no relacionamento, na comunicação, na compreensão deconceitos e regras e na apreensão de conhecimentos através dos meios mais comuns (alíngua oral e textos)

No padrão normal de audição, o limiar de audibilidade vai até 25 dB em todas asfreqüências do espectro sonoro (entre 250 e 8000 Hz).

Já a classificação do grau de perda, segundo o Padrão ANSI (1969), é a seguinte:

Audição normal 0 a 25 dB

Deficiência leve 26 a 40 dB

Deficiência moderada 41 a 55 dB

Deficiência acentuada 56 a 70 dB

Deficiência severa 71 a 90 dB

Deficiência profunda Acima de 90 dB

A perda leve permite ouvir os sons, desde que estejam um pouco mais intensos.Na perda moderada há a necessidade de se repetir algumas vezes o que foi dito edificuldade de falar ao telefone, com a possibilidade de troca da palavra ouvida poroutra foneticamente semelhante (pato/gato, cão/não, céu/mel). A perda acentuada nãopermite ouvir o telefone, a campainha e a televisão, tornando necessário o apoio visualpara a compreensão da fala. A perda severa permite escutar sons fortes, como os de caminhão, avião, serra elétrica, mas não permite ouvir a voz humana sem amplificação.Na perda profunda só são audíveis sons graves que produzam vibração (trovão, avião).

Assim sendo, se uma criança já nasce com ou adquire uma surdez severa ou profunda antes de ter acesso à língua oral de sua comunidade, vai ter muitasdificuldades de se integrar ao “mundo dos ouvintes”.Embora seja absolutamente necessário dominar a língua de sua comunidade,mesmo que somente na modalidade escrita, sabe-se que a língua de mais fácil acessopara os surdos é a de sinais. É por meio dela que esses indivíduos constroem suaidentidade e desenvolvem-se nos aspectos afetivo, cognitivo e social.

Logo, faz-senecessário que, desde cedo, a criança surda seja exposta a esta língua e que a família e aescola a utilizem como meio de comunicação e instrução.No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão dos surdos pela Lei nº. 10.436, de 2002. Apesardisso, em seu parágrafo único, a referida lei reza que a LIBRAS não poderá substituir amodalidade escrita da língua portuguesa. Desta forma, não só é assegurado ao surdo ouso da língua de sinais, como é exigido dos sistemas educacionais o ensino, tanto da LIBRAS, quanto do português escrito.

Afabeto em libras

A inclusão de crianças surdas na rede regular vaigerar a necessidade do aprendizado da LIBRAS  pelo restante da comunidade escolar. As línguas orais e as de sinais possuem estruturas completamente diferentes -uma é de modalidade oral-auditiva e a outra de modalidades espaço-visual - e a língua oral, principalmente na forma escrita, é muito mais complexa que a de sinais, o quedificulta o seu aprendizado por parte dos surdos que usam a LIBRAS.

No entanto, a experiência tem demonstrado que os surdos que estudam em escolas regulares possuem leitura mais eficiente, o que influencia na escrita e na sua integração com a comunidade.

Atividade Física para Surdos:

A surdez afeta apenas o aparelho auditivo, não trazendo nenhum outro prejuízo,além dos já citados. Desta forma, o desenvolvimento motor de crianças surdas costumaseguir os padrões de normalidade, não havendo, portanto, nenhuma restrição à práticade atividade física. Quando a surdez é acompanhada de outra deficiência ou de algum outro comprometimento, as possíveis restrições estarão relacionadas a esses(s) outro(s)problema(s).

A escolha de atividades físicas para pessoas surdas deve respeitar os mesmoscritérios usados para a seleção de atividades para crianças sem deficiência (condições desaúde, faixa etária, condicionamento físico, interesse etc).

As atividades aeróbicas são muito importantes, pois as crianças que não seutilizam da fala costumam ter uma respiração “curta”, isto é, não enchemcompletamente os pulmões deixando, com isto, de expandir a caixa torácica e deexercitar os músculos envolvidos na respiração. Assim sendo, além de todos osbenefícios cardiovasculares já conhecidos, no caso dos surdos, as atividades aeróbicas também podem contribuir, indiretamente, para o aprendizado da emissão de sons dafala.

Os surdos podem praticar qualquer tipo de esporte e de atividade rítmica. Nocaso dos esportes, não há necessidade de qualquer adaptação na forma de ensinar,conduzir ou arbitrar. Tampouco há adaptações nas regras de cada modalidade. Já as atividades rítmicas, se envolverem coreografia, costumam demandar um pouco mais detempo de treinamento, devido à necessidade de internalizar o tempo e o andamento daexecução dos movimentos sem o auxílio de uma trilha sonora (mesmo com boaamplificação os surdos não conseguem perceber a maior parte das nuances de umamúsica).

Estratégias de ensino:

Sinais visuais à Cartelas coloridas ou bandeiras podem substituir comandos de voz; figuras podem indicar o movimento a ser feito; números podem evidenciarseqüências de atividades, ou a repetição de uma atividade já realizada, ou o númeroda tarefa a ser executada, ou a quantidades de crianças que devem se agrupar.· Demonstração, o professor costuma ser o modelo, mas é possível solicitar que os próprios alunos façam demonstrações.

Orientações ao Professor

1 - Com relação ao relacionamento:· Enxergar mais a criança que a deficiência;· Considerar as limitações, mas enfatizar as capacidades;· Estar informado sobre a etiologia, o local e a gravidade da surdez;· Ser paciente e acolhedor, sem deixar de estabelecer limites.

2 - Com relação à comunicação:· Falar de frente, em velocidade normal, quando a criança estiver olhando;· Usar frases curtas e simples, mas corretas;· Usar gestos, se necessário, e esforçar-se para entender os gestos das crianças;· Recorrer a outras formas de comunicação (desenho, escrita, mímica), sempreque for necessário;· Aprender LIBRAS;· Não misturar a LIBRAS com o Português.

3 - Com relação à prótese auditiva (quando houver):· Não mergulhar na água, nem molhar;· Não permitir o uso durante lutas ou acrobacias;· Incentivar o uso durante atividades rítmicas (exceto dentro d’água);· Se o molde estiver pequeno para a orelha da criança, retirar antes de qualqueratividade física;· Guardar os aparelhos em local seguro para que não se quebrem ou se misturem.

Considerações Finais

Incluir alguém em um grupo é dar-lhe condições para que possa participarativamente das idéias e atividades do mesmo.Sabe-se que as escolas regulares ainda não estão suficientemente preparadaspara receber e propiciar uma inclusão real das crianças surdas, mas isto precisa mudar.Para tanto, é preciso que toda a comunidade escolar se abra para essa nova experiência,pois, com a troca, todos têm a ganhar.

As aulas de educação física podem ser momentos e espaços privilegiados para iniciar uma mudança de comportamento dentro da escola. O papel do professor em todo esse processo é primordial e deve ser assumido com responsabilidade.Existem, atualmente, muitas fontes de informação disponíveis (instituições,internet, livros, periódicos), mas, mais do que isso, é preciso que haja o reconhecimentodo direito de TODAS as crianças de participar das aulas de educação física e demaisatividades escolares.

Bibliografia

BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial:livro 1/MEC/SEESP. - Brasília: a Secretaria, 1994.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases daeducação nacional.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira deSinais - LIBRAS e dá outras providências.

CAPITONI, C. B. Na Prática da Educação Física Escolar: A Concepção da CulturaCorporal Aliada à Teoria Sócio-Histórica - Uma Possibilidade. Revista Espaço, nº11. INES: Rio de Janeiro, 1999.

CERVELLINI, N. G.H. A Criança Deficiente Auditiva e suas Reações à Música. SãoPaulo: Moraes, 1986.

FERNANDES, E. Linguagem e Surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003.INES. Série Audiologia. Edição Revisada, Rio de Janeiro: Autor, 2003.

SANTOS FILHA, D.A. A Linguagem de Crianças Deficientes Auditivas do INES:um estudo avaliativo (Dissertação de Mestrado). UFRJ: Rio de Janeiro, 1996.

SANTOS FILHA, D.A. Ginástica Rítmica Desportiva na Aquisição da Linguagemde Crianças Deficientes Auditivas. (Especialização). IBMR: Rio de Janeiro, 1990.

SOARES, M. L. A. A Educação do Surdo no Brasil. 2ª Ed. Campinas: AutoresAssociados, 2005.

SOLER, R. Educação Física Inclusiva: em busca de uma escola plural. Rio deJaneiro: Sprint, 2005.

SOUZA, A . Mª. C. A Criança Especial. Roca: São Paulo, 2003.

REDONDO, Mª. C. F. & CARVALHO, J.M. Deficiência Auditiva. Caderno da TVEscola, Vol. 1. MEC: Brasília, 2001.SILVA, D. N. H. Como Brincam as Crianças Surdas. Plexus: São Paulo, 2002.

42 Comentário(s)! Comente mais!

  1. Neuza Lopes

    Gostaria de saber, quando a perda acentuada em um das orelhas é considerado deficiencia auditiva.

    Postado em 14/01/2010
  2. Milena Dutra

    A deficiência auditiva (congênita ou adquirida) consiste na diminuição da capacidade de percepção normal dos sons. É considerado surdo o individuo cuja audição não é funcional na vida comum. De acordo com os diferentes graus da perda de audição, pode-se classificá-la em surdez: leve (perda auditiva de até 40 decibéis); moderada (perda auditiva entre 40 a 70 decibéis); severa (perda auditiva entre 70 e 90 decibéis) e profunda (perda auditiva superior a 90 decibéis). Quanto você perdeu? Foi decorrente de algum trauma?
    Milena

    Postado em 16/01/2010
  3. Michel

    Oii, sou cursando do curso de Educação Física! meu nome é Michel e precisava de algumas ajudas em questão ao tema trabalhado na minha monografia com o tema: A prática de Atividade Física para deficientes auditivos…

    espero sua ajuda atenciosamente…

    entãao venho lhe agradecer pelo mesmo!

    Obrigado! Michel Henrique

    Postado em 01/03/2010
  4. Milena Dutra

    Michel,
    Enviei em seu e mail alguns textos sobre o assunto.
    Miena

    Postado em 02/03/2010
  5. Fernanda de Souza

    Boa tarde,

    Também estou realizando um projeto para minha monografia sobre deficiência auditiva, e gostaria de saber um pouco mais sobre o assunto.
    Poderia me ajudar?

    Postado em 04/03/2010
  6. Milena Dutra

    Olá Fernanda,
    Lhe enviei alguns textos referente ao tema….espero que ajude.
    Até mais…
    Milena

    Postado em 04/03/2010
  7. lela

    Olá! Estou desenvolvendo meu TCC, gostaria de receber textos mais voltado para os tipos de métodos utilizada na educação de surdos, porém aceito qualquer tipo de ajuda referente ao tema.
    Obrigado…
    lela

    Postado em 05/03/2010
  8. Milena Dutra

    Enviado Lela.
    Milena

    Postado em 05/03/2010
  9. Angelica Nunes

    Inicialmente gostaria de parabeniza-la com sua publicação de 16/12/2009.
    E gostaria de pedir sua ajuda, pois estou desenvolvendo minha monografia com o tema “A IMPORTÂNCIA DA RECREAÇÃO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO ENSINO FUNDAMENTAL I ”
    e gostaria de saber se você tem alguma referência bibliográfica (ou site que me ajude com esse assunto). Aguardo respostas ansiosamente.
    E desde já agradeço

    Postado em 06/03/2010
  10. Milena Dutra

    Angélica
    Enviei algumas bibliografias em seu e-mail
    Milena

    Postado em 07/03/2010
  11. Douglas Miranda

    Oie! Gostaria de parabenizar pela publcação. A cada texto que leio fico mais encantado na educação física adaptada. Eu gostaria de escrever um artigo científico e gostaria muito de textos para enrquecer meu conhecimento. Se puder me enviar ficaria muito agradecido, caso tenha. O tema seria: ATIVIDADES RÍTMICAS PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: EXCLUSÃO OU INSERÇÃO NA PRÁTICA DO BEM ESTAR PSICOSOCIAL NA ESCOLA. Fico no aguardo. Bjs na alma

    Postado em 20/03/2010
  12. Milena Dutra

    Enviado Douglas
    Milena

    Postado em 21/03/2010
  13. Fabíola Roberta

    Olá! Estou desenvolvendo minha monografia, gostaria de receber textos mais voltado para os tipos de métodos utilizada na educação de surdos, porém aceito qualquer tipo de ajuda referente ao tema.
    Obrigado…

    Postado em 22/03/2010
  14. Milena Dutra

    Mandei em seu e-mail Fabíola.
    Espero que ajude.
    Milena

    Postado em 23/03/2010
  15. Rafael Rocha Soares

    Boa noite! Estou desenvolvendo meu TCC sobre educação física escolar para deficiêntes auditivos, porém não estou achando muitos artigos, se tiver alguma coisa que possa me ajudadar te agradeceria muito.
    Obrigado.

    Postado em 24/03/2010
  16. RAIMUNDO CARVALHO

    BOA TARDE! SOU PROFº CARVALHO, TRABALHO COM EDUCAÇÃO ESPECIAL MAIS DE 17 ANOS, ESTE ANO VOU TRABALHAR COM SURDOS, E NÃO TENHO NENHUMA EXPERIENCIA. ESTOU ENCONTRANDO ALGUMA DIFICULDADE PARA ENCONTRAR ARTIGOS RELACIONADOS COM ATIVIDADES ÁQUATICAS OU NATAÇÃO.SE PODER ME AJUDAR, FICAREI AGRADECIDO. UM ABRAÇO.

    Postado em 03/04/2010
  17. Milena Dutra

    Raimundo,
    Enviei alguns textos em seu e-mail espero que o ajude. Qualquer dúvida volte a escrever.

    Postado em 04/04/2010
  18. andressa do amaral

    olá! sou estudante de educação fisica e estou desenvolvendo meu TCC sobre natação para crianças com problemas auditivos! nao estou achando muitos artigos, nem livros na biblioteca ta faculdade! se vc tiver alguma coisa sobre o assunto poderia envia-los para mim? mto obrigado! abraçoss…

    Postado em 06/04/2010
  19. Milena Dutra

    Andressa, enviei ao seu e-mail hoje, espero que tenha recebido e que a ajude na elaboração do seu trabalho
    Milena

    Postado em 08/04/2010
  20. JOSÉ NILSON TEIXEIRA

    PROFESSOR LUZIMAR TEIXEIRA, GOSTEI MUITO DE VOSSA EXPLANAÇÃO, NA AULA MINISTRADA NAS DEPENDÊNCIAS DA “Ao Pnarmacêutico”, na cidade de Guarujá-SP.

    Gostaria de assistir mais aulas, suas.
    Avise quando vir novamente ao GUARUJÁ, por favor…

    Postado em 13/04/2010
  21. JOSÉ NILSON TEIXEIRA

    MUITO BOA, A AULA QUE DESTES, NAS DEPENDÊNCIA DA
    Ao Pharmacêutico, em Guarujá-SP.

    Postado em 13/04/2010
  22. Luzimar Teixeira

    Jose Nilson
    Obrigado. Agora aproveite o blog para saber mais. Quando tiver mais voce será avisado! abraços

    Postado em 17/04/2010
  23. José Nilson Teixeira

    Estou ansioso por mais uma oportunidade para fazer exercícios físicos e um bom regime alimentar, para perder peso, pois tenho 18 kg. à mais do permitido…

    Postado em 04/05/2010
  24. katia regina

    katia
    oi, sou estudante de pedagogia e o meu tcc fala sobre deficiencia auditiva, gostaria de algumas informações pois não me expressei muito bem no meu tcc projeto

    Postado em 19/05/2010
  25. Helquias Alisson

    Cara Milena, sou estudante de Educação física pela UFAL, e também sou estudante de LIBRAS. Estou elaborando um projeto de Judô adaptado para surdos, agradeceria muito se você pudesse me ajudar com textos, artigos cientificos e etc, pois a bibliografia relacionada ao tema é muito escassa e pretendo fazer deste, um projeto de pesquisa para o TCC. Desde já agradeço sua colaboração.

    Postado em 14/07/2010
  26. layde

    Gostei muito dessa matéria. Gostaria de obter maiores informações, textos sobre atividade fisica para surdos e cursos de libras para professores.

    Desde já agradeço.

    layde

    Postado em 14/07/2010
  27. Milena Dutra

    Helquias e Layde, utilize a área de bnanco de textos do blog à esquerda do site, vou enviar ao e-mail de vocês a asenha de acesso. Aproveitem…
    Milena

    Postado em 14/07/2010
  28. elissandra

    Milena você poderia identificar quais as especificidades para atividade física para pessoas com surdez que devem orientar a prática do professor, por favor comente uma.

    Postado em 20/07/2010
  29. Milena Dutra

    Cara Elissandra,
    Levando sua pergunta instigante para nosso grupo de estudos, que é transdisciplinar (Fisioterapeutas, Educadores Físicos, Biomédicos, Biólogos etc…). Segundo Stefan Bovolon pesquisador da área de educação voltada para pessoas surdas e com deficiência auditiva. É recomendado exercícios praticados de modo coletivo, levando em consideração socialização e inclusão.
    De acordo com nossos estudos em andamento da área de educação física e fisioterapia, deve-se dar uma atenção especial a exercícios respiratórios e de desbloqueio torácico para esta população, já que em nossos resultados é evidente a diminuição do PFE (Pico de Fluxo Expiratório, dos deficientes auditivos não oralizados, pela pouca utilização da musculatura intercostal pulmonar)
    Como fisioterapeuta que sou, não posso deixar de relatar a importância também de promover exercícios embasados ao desenvolvimento neuropsico motor, já que esta vivência também foi escassa para os deficientes auditivos deste ao nascimento.
    Espero ter respondido sua questão, no demais, estamos a disposição.
    Milena Dutra

    Postado em 21/07/2010
  30. Eduardo Duarte

    Muito bom o trabalho. Gostaria apenas de acrescentar que a comunidade surda não gosta da nomenclatura DEFICIENTE AUDITIVO. Na vida academica utiliza-se Deficiente Auditivo, mas na comunidade surda a nomenclatura utilizada é SURDO.
    A orientação que deixo para os professores que desejam trabalhar com surdos é que aprendam LIBRAS ou que passem ao surdo grande interesse em aprender a linguagem. O surdo tem necessidade de se comunicar e geralmente perdem o interesse na prática esportiva devido a falta de comunicação.

    Postado em 30/07/2010
  31. Milena Dutra

    Muito obrigada pelo comentário e o acréscimo de seus conhecimentos Eduardo.
    Milena

    Postado em 30/07/2010
  32. larissa

    oi eu tenho 1 filha surda d 8 anos e curso normal surperior eu quero fzer minha monografia sobre surdezzz z eu queria os artigos e informaçoes eu vou fazer o tcc a prof ja q q eu diga o tema e eu nao estou formato em mente.

    Postado em 19/08/2010
  33. Eduardo Duarte

    Para maiores informações sobre o trabalho que realizo com surdos basta pesquisar no google judô para Surdos, Projeto Valorizando as Diferenças e Judoca Surdo ganha Bronze.
    Sou o precursor no Brasil na área do judô para surdos onde desenvolvi uma metodologia única. O livro deverá ser publicado no início de 2011.

    Postado em 20/08/2010
  34. Alessandra dos Santo

    Oi, estou no 4º ano de Educação Física, e tenho um trabalho para fazer sobre Ginástica Rítmica para deficiêntes auditivos, você poderia me ajudar??
    Pois, não consegui nada, nem na biblioteca da faculdade e muito menos na internet, sobre o assunto.
    desde já muito obrigado…

    Postado em 22/08/2010
  35. Alessandra dos Santo

    Oi, estou no 4º ano de Educação Física, e tenho um trabalho para fazer sobre Ginástica Rítmica para deficiêntes auditivos, você poderia me ajudar??
    Esse trabalho é para setembro.
    Pois, não consegui nada, nem na biblioteca da faculdade e muito menos na internet, sobre o assunto.
    desde já muito obrigado…

    Postado em 22/08/2010
  36. Maria ivanilde

    Apresento disacusia condutiva leve a moderada bilateral, com gab 20-35 dB, gostaria de saber se com este grau de surdez me encaixo no mercado de trabalho como deficiente. Se voces não poderem me informar passem para mim por favor com quem poderei entrar em contato.obrigada.

    Postado em 22/08/2010
  37. Milena Dutra

    Cara Larissa e Alessandra, enviei ao e-mail de vocês algumas orientações e também o acesso ao banco de textos do blog. Lá encontrarão textos específicos da área.
    Caro Eduardo, muito obrigada pela dica, tenho certeza que seu livro será uma grande contribuição para aprofundarmos nossos conhecimentos.
    Querida Maria Ivanilde, para que a resposta de sua pergunta seja realmente fidedigna , vale a pena realizar uma avaliação específica com um Otorrinolaringologista juntamente com a Fono.
    Abraços a todos, continuamos à disposição.
    Milena

    Postado em 23/08/2010
  38. Carolina

    Gostaria de saber se voce tem algum material para me fornecer, estou cursando o 4 periodo de ed fisica e tenho que fazer um trabalho sobre deficientes auditivos
    Agradeço desde ja
    Carolina

    Postado em 23/08/2010
  39. Milena Dutra

    Enviado ao seu email Carolina.
    Espero que goste e ajude.
    Milena

    Postado em 25/08/2010
  40. JEYSSE SOUZA

    Olá Milena, sou cursando do curso de Educação Física e precisava de ajuda em sobre meu tema de meu tcc: Educação Física e Deficientes Auditivos: uma abordagem pedagógica
    espero sua ajuda atenciosamente…

    Obrigada! Jeysse

    Postado em 28/08/2010
  41. Tenho uma filha com 30 anos de idade perdeu sua audição esquerda aos 16 anos. A mesma faz teatro com pessoas normais. como estar no terino do curso estar precisando de um aprendizado sobre dinamica de grupo para defiente auditivo. Voce tem alguma coisa a respeto que possa ajudá-la.
    Ficarei muito grata por esta ajuda. Veronica Oliveira
    seu nome é veldiclea Oliveira seu email: valdicleaoliveira@bol.com.br

    Postado em 31/08/2010
  42. Milena Dutra

    Jeysse e Veronica enviei ao email de vcs algumas informações importantes, espero que ajude.
    Milena

    Postado em 31/08/2010

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