Fernanda Romano, Luzimar Teixeira e Milena Dutra
Conhecendo os fatores de influência e alterações do metabolismo
O que é Câncer?
O Câncer é um conjunto de doenças caracterizado pela substituição de células normais por células com material genético alterado, fazendo com que os tecidos percam sua função.
Essas células alteradas multiplicam-se rápida e descontroladamente, aumentando a massa tumoral em um curto espaço de tempo.
Além de manter-se em seu local de origem, o conjunto de células cancerígenas pode migrar para outro local do corpo, atingindo outro tecido, a esse processo, dá-se o nome de metástase.
Dependendo do tecido onde o tumor se instala, o câncer recebe uma outra denominação, por exemplo, quando se instala em epitélio, seja ele interno ou externo, recebe o nome de carcinoma; quando se instala em tecido de suporte, como osso, tecido adiposo e músculo, recebe o nome de sarcoma; quando originam-se em células que produzem pigmento, denomina-se melanoma, etc…
Causas
As causas desse processo são inúmeras, podendo estar relacionadas com fatores genéticos ou ambientais, sendo esta segunda a apresentada na maioria dos casos, como por exemplo dieta, fumo, contato com drogas ou substâncias tóxicas, poluição, radiação, estilo de vida etc…
Papel do Sistema Imune
O sistema Imunológico tem um papel fundamental na proteção do organismo, tendo capacidade de reconhecer fatores estranhos, como as células canceroras. Ele é constituído de células distribuídas em vários órgãos denominados linfóides (fígado, baço, timo, gânglios linfáticos, medula óssea) e circulante no sangue, sendo que as principais células acionadas na defesa contra o câncer, são os linfócitos, que atacam as células infectadas e secretam linfocinas, que regulam e estimulam o desenvolvimento de outras células do próprio sistema imune.
Todos os tipos de câncer provocam uma imunodepressão, enfraquecendo o Sistema Imune.
Epidemiologia
Atualmente o Cancer é responsável pela morte de mais de 122.000 indivíduos por ano, no Brasil, e mais de 6 milhões no mundo inteiro, conforme dados da OMS.
Fisiologia
A maioria dos óbitos causado pelo câncer são devido à instalação de um catabolismo intenso no organismo (caquexia), que é geralmente caracterizado pelo desenvolvimento de anemia, anorexia, perda de peso, astenia e alteração no metabolismo dos macronutrientes; o que traz como conseqüência elevadas concentrações de substratos circulantes. Isso seria de grande utilidade para fortalecer as células imunológicas; porém, as células tumorais apresentam grande quantidade de GLUT1 e GLUT3 em sua membrana, assim, captam esses substratos com mais facilidade estando em constante competição com o sistema imune.
Além disso, em resposta ao estímulo dado pelas células cancerígenas, o sistema imune secreta uma série de mediadores químicos, conhecidos como citocinas pró-inflamatórias, que provocam uma alteração maléfica do metabolismo do paciente.
Câncer e Exercício
Inúmeros estudos evidenciam que a prática regular de exercícios físicos reduz os riscos de contrair a doença, e melhora as condições de vida de portadores de tumor, beneficiando assim a qualidade de vida do paciente.
Exercício como Prevenção
O exercício reduz os níveis de glicose e de insulina e eleva os níveis de hormônios corticosteróideos, eleva também os níveis de citocinas antiinflamatórias e aumenta a expressão dos receptores da insulina nas células que combatem o câncer.
Sabe-se também que a atividade física aumenta a produção de interferon, estimula a enzima glicogênio sintetase, aprimora a função dos leucócitos e acera o metabolismo do ácido ascórbico, isso faz com que tenha uma contribuição na prevenção da formação de tumores cancerosos.
Muitos estudos associam também obesidade ao risco de desenvolver câncer; uma das explicações é o fato de a obesidade ser uma doença crônica, inflamatória, pois o tecido adiposo, em especial o branco, secretar mais de 50 substâncias, dentre as quais estão relacionadas as famigeradas citocinas, citadas anteriormente; portanto para indivíduos que têm um estilo de vida saudável, com prática e de exercícios físicos e uma dieta balanceada, esse risco diminui consideravelmente..
“O obeso tem uma maior chance de desenvolver o câncer de mama, principalmente as mulheres depois da menopausa. Na mulher obesa, há ainda a freqüência do câncer do colo do útero. Outros tipos de câncer, como o do pâncreas e do esôfago também estão ligados ao peso”, disse Fernando da Cunha - diretor do Centro de Oncologia de Campinas em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional (disponível em http://www.ecodebate.com.br/2009/11/30/diretor-do-centro-de-oncologia-de-campinas-diz-que-incidencia-de-cancer-esta-diretamente-ligada-a-obesidade/)
Estudo comparativo de freqüência cardíaca de repouso mostra que quando o há uma freqüência cardíaca de repouso baixa, indicando um bom condicionamento físico há menos incidência de câncer.
Sabe-se, também, que o exercício em intensidade moderada/intensa auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, ao contrário de exercícios de alta intensidade (como maratonas) que o deprimem.
Exercício como auxiliar no tratamento
Exercício minimiza os efeitos do tratamento medicamentoso e cirúrgico do paciente com câncer.
A fadiga, sintoma comum em pacientes em tratamento de câncer, é um grande fator limitante para o início da prática, porém Dimeo et al (1998), investigaram os efeitos do treinamento aeróbio nos pacientes que apresentavam esse sintoma e chegaram à conclusão que um programa bem definido quanto intensidade, duração e freqüência pode ser utilizado como ferramenta para atenuá-lo.
Pacientes com câncer de mama que não realizam exercícios logo após a cirurgia podem desenvolver linfedema, que pode limitar o movimento articular, além de evoluir para complicações mais sérias, como as infecciosas, tróficas, osteoarticulares, neoplásicas e psicológicas.
Exercício na Sobrevida
Holmes et al (1998) investigaram em seu estudo a vida de mais de 2900 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e chegaram à conclusão de que aquelas que se mantiveram ativas, praticando atividades de moderada intensidade, reduziram o risco de evolução do tumor para outra localidade do corpo (matástase), e apresentararam mais disposição para atividades cotidianas; mas também verificaram que aquelas que praticaram exercício muito intenso apresentaram uma evolução do estágio 1 da doença para o estágio 2, o que sugere eu exercícios muito intensos não são recomendados a esses pacientes.
Todo exercício auxilia na manutenção dos níveis funcionais do organismo, e com o paciente que apresenta câncer, isso não é diferente, incluir atividades físicas em sua rotina faz com que os substratos “livres” no sangue sejam utilizados para dar energia para a prática, diminuindo então essa oferta às células cancerosas, ajudando no controle da doença. Além disso, os benefícios psicológicos são inúmeros.
O exercício físico, quando devidamente controlado em volume, intensidade e freqüência, é um grande aliado na prevenção e tratamento do paciente com câncer. Conhecer seus efeitos é papel do Educador Físico que vai lidar com esse público e com saúde e qualidade de vida para a população em geral.
DICAS PARA PREVINIR O CÂNCER:
1- Faça consultas periódicas com seu médico - MulheresàGinecologista; HomensàUrologista;
2- Faça exames preventivos de investigação - Mulheres à Exames ginecológicos e auto exame da Mama; Homens à Exames de investigação de próstata;
3- Após 50 anos, faça exames investigativos de detecção de sangue em fezes;
4- Consulte-se com regularidade com seu dentista, e mantenha uma adequada higiene bucal;
5- Evite exposição prolongada ao sol, procure horários de menos risco (antes das 10hs e depois das 16hs) e use sempre protetor solar, chapéu etc…;
6- Limite ingestão de bebidas alcoólicas;
7- Faça uma dieta balanceada, evite a obesidade;
8- Não utilize medicamentos sem o conhecimento de seu médico;
9- Pare de FUMAR!
10- Pratique exercícios físicos com regularidade.
BIBLIOGRAFIA
| 1- | ALMEIDA V.L.; LEITÃO A.; REINA L.C.B.; MONTANARI C.A.; DONNICI C.L. Câncer e agentes nti-neoplásicos ciclo-celular específicos e ciclo-celular não específicos que interagem com o DNA: Uma introdução. Química Nova. V.28, N.1, p.118-129, 2005 |
| 2- | BACURAU R.F.P.; COSTA ROSA L. F. B. P. Efeitos do exercício sobre a incidência e desenvolvimento do câncer. Revista Paulista de Educação Física. São Paulo. V.11, n.2, p.142-147, 1997 |
| 3- | BATTAGLINI C.L.; BOTTARO M.; CAMPBELL J.S.; NOVAES J.; SIMÃO R. Atividade Física e níveis de fadiga em pacientes portadores de câncer. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V.10, N.2, p.98-104, 2004 |
| 4- | DIMEO F.; RUMBERGER B.G.; KEUL J.; Aerobic exercise as therapy for cancer fatigue. Medicine and Science in Sports and Exercise. Indianápolis. V.30, n.4, p.475-478, 1998 |
| 5- | HOLMES M.D.; CHEN W.Y.; FESKANICH D.; KROENKE C.H.; COLDITZ G.A. Physical Activity and Survival after breast cancer diagnosis. Journal of American Medical Association. V.293, N.20, p.2479-2486, 2005 |
| 6- | MCNEELY M.L.; CAMPBELL K.L.; ROWE B.H.; KLASSEN T.P.; MACKEY J.R.; COURNEYA K.S. Effects of exercise on breast cancer patients and survivors: systematic review and meta-analysis. Canadian Medical Association Journal. V.175, p.34-41, 2006 |
| 7- | REZENDE L.F.; BELETTI P.O.; FRANCO R.L.; MORAES S.S.; GURGEL M.S.C. Exercícios livres versus direcionados nas complicações pós-operatórias de câncer de mama. Revista da Associação Médica Brasileira. V.52, N.1, p.37-42, 2006 |
| 8- | SPINOLA A. V.; MANZZO I.F.; ROCHA C. M. As relações entre exercíccio físico, atividade física e o câncer. Conscientiae Saúde. São Paulo. V.6, n.1, p.39-48, 2007 |
| 9- | WANNAMETHEE A.G.S.; MACFARLANE P. W. Heart Rate, Physical Activity, and Mortality from Cancer and Other Noncardiovascular Diseases. American Journal of Epidemiology Vol. 137, No. 7: p. 735-748. 1993 |
| 10- | WILSON R.W.; JACOBSEN P.B.; FIELDS K.K. Pilot Study of a home-based aerobic exercise program for sedentary cancer survivors treated with hematopoietic stem cell transplantation. Bone Marrow Transplatation. V.35, p.721-727, 2005 |
VENHA PARTICIPAR DO FUTSAL ESPECIAL !
Neste próximo sábado, dia 26 de Junho, o NAFAS promoverá um festival de futsal especial, com a participação de aproximadamente de 30 alunos com deficiência intelectual com idades entre 18 a 38 anos.
O Evento acontecerá no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo CEPEUSP, localizado na Praça 02, Prof. Rubião Meira, 61 - Cidade Universitária ás 9:30 da manha.
A presença e colaboração da Instituição Paradesportiva JR está confirmada. Nosso objetivo é a socialização dos alunos, bem como proporcionar a vivência da prática de uma atividade esportiva no ambito da competição não exacerbada.
Contamos com sua presença.
NÃO PERCA !!!!
Professora Érica Roberta Joaquim
Luzimar Teixeira
No processo de industrialização, substâncias conhecidas por aditivos sintéticos são usadas para baratear o produto, garantir sua conservação e aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.
Nos supermercados e entrepostos de comercialização, dificilmente se encontra um alimento processado que não contenha algum tipo de aditivo químico sintético, descrito nos rótulos em letras minúsculas ou siglas indecifráveis como os P.I., EPX, A-I, CT- II, entre outros. São cerca de 3800 aditivos utilizados como cosméticos para atrair os sentidos e mudar texturas (corantes, flavorizantes, adoçantes, emulsificantes e estabilizantes), como preservativos para aumentar o tempo de vida útil do alimento (antioxidantes) e como agentes que auxiliam nos processos industriais (aditivos que evitam que o alimento grude no maquinário, por exemplo).
Os aditivos fazem parte da composição da maioria dos produtos alimentícios, até mesmo entre aqueles conhecidos erroneamente como “naturais”. São substâncias baratas que conseguem agregar valor a um alimento aparentemente simples. Um aroma de baunilha ou de amêndoas pode transformar simples ingredientes como a farinha de trigo, a gordura hidrogenada e o açúcar em produtos bastante atraentes para o consumidor.
Desde o início do século 20, agentes químicos são usados na indústria alimentícia. O cloro é usado para clarear as farinhas e o bromato para melhorar a qualidade de panifício. Amaciantes, como mono e diglicerídeos, retardam a aparência do alimento velho e o propionato de cálcio previne o mofo.
Atualmente um dos grandes objetivos desses aditivos é produzir substâncias que imitem diferentes sabores e cores; assim uma batata frita pode ter gosto de carne defumada ou queijo, uma bolacha de trigo pode ter sabor de pizza e um iogurte de morango pode ser rosa choque, por exemplo.
Sua utilização crescente preocupou os órgãos ligados à área da saúde pública a ponto de, já em 1957, a Organização Mundial da Saúde ter promovido um encontro de especialistas em aditivos alimentares, na cidade de Genebra, para discussão sobre os riscos da sua utilização. Em 1962, criou-se a Comissão do Código Alimentar que determinou os aditivos permitidos e as doses máximas diárias consideradas inofensivas ao ser humano. Com base neste trabalho, o governo brasileiro elaborou, em 1965, a primeira regulamentação para o uso de aditivos no país. Diversas atualizações têm sido feitas como autorizações para extensão de uso e inclusão de aditivos na legislação brasileira. Em 1998, um grupo de trabalho foi instituído com a finalidade de atualizar a legislação brasileira quanto ao uso de aditivos; propor regulamento técnico que consolide, harmonize e atualize os limites, as funções e o uso de aditivos e coadjuvantes de tecnologia para cada categoria de alimento; avaliar os pedidos de inclusão e extensão de uso de aditivos e coadjuvantes de tecnologia; e subsidiar a posição brasileira em reuniões internacionais, tais como Mercosul e Codex Alimentarius.
Poucos aditivos foram excluídos dessa listagem e o rastreamento e o controle do uso dessas substâncias são precários. Escassas pesquisas sobre o poder cumulativo dos aditivos nos seres humanos vêm sendo realizadas, apesar das denúncias crescentes por parte de muitos profissionais da área de saúde.
Devido a recorrentes boletins de denúncia sobre a toxicidade e os efeitos adversos dos aditivos, a FDA (Food and Drugs Administrration) estabeleceu, em 1985, um sistema de monitoramento para melhor acompanhar os efeitos dos aditivos e receber as queixas de sintomas diversos dos consumidores nos Estados Unidos. A grande maioria das queixas recebidas diz respeito ao uso do aspartame, dos sulfitos, do glutamato monossódico, dos nitratos e de alguns corantes como o carmim.
Aditivos como os nitratos, utilizados nas carnes congeladas para manter a cor, provocam náuseas e irritação gástrica, além de esconder a putrefação das carnes. Os nitratos convertem-se em nitrosaminas, substâncias de comprovada ação cancerígena. Os sulfitos são utilizados para manter o frescor das frutas e verduras in natura e evitam a descoloração e a fermentação das frutas secas e do vinho. Os sulfitos, considerados seguros até o início dos anos 80, foram identificados por pesquisas do FDA como agentes na etiologia de reações alérgicas e asma. Em 1985, o Congresso Americano forçou o FDA a banir os sulfitos das frutas e verduras in natura, mas seu uso continua liberado em batatas, frutas secas e vinho. O BHT e o BHA são substâncias químicas com ação antioxidante, adicionadas aos óleos e aos alimentos gordurosos para prevenir a rancificação dos mesmos. A Agência Internacional em Pesquisa de Câncer, ligada a Organização Mundial da Saúde, listou essas substâncias como potentes carcinogênicas para os seres humanos.
O benzopireno é outro potente agente carcinogênico, utilizado na defumação artificial de carnes, peixes, presuntos e embutidos em geral. Na Islândia e no Japão o consumo desses produtos é elevado e a alta prevalência de câncer de estômago no país é relacionada, em alguns estudos, ao consumo de defumados.
Os poucos estudos disponíveis indicam diferentes repercussões sobre a saúde humana.
Estudo recente brasileiro apresentado no Caderno de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz ressalta alguns resultados abaixo apresentados:
Alguns aditivos alimentares podem induzir à urticária e angioedema em indivíduos suscetíveis.
Entre os corantes considerados responsáveis por alterações no comportamento humano destacam-se: tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina, caramelo amoniacal.
Conservantes como derivados do ácido benzóico e os ácidos sulfídrico e sulfito podem induzir à hiperatividade.
Os antioxidantes sintéticos também são considerados fatores de risco para transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, especialmente em crianças.
As nitrosaminas e os antioxidantes BHA (butil hidroxianisol) podem provocar danos e mutações no DNA levando a neoplasias (câncer). Corantes artificiais, como eritrosina e a tartrazina, também apresentam potencial carcinogênico.
Existem outras pesquisas que relacionam o consumo de sulfitos a alergias e asma e o corante carmim, a reações alérgicas e choque anafilático em pacientes hipersensíveis.
O glutamato monossódico é associado a prejuízos neurológicos em crianças, além de isquemia, mal de Alzheimer e Parkinson em adultos. Estudos associam o glutamato a lesão cerebral, além de congestão facial, sensação de queimação no rosto, dor de cabeça, náuseas, palpitações, suores frios, tonteira e sensação de fraqueza.
Experiências em laboratório já mostravam, em 1991, que o ciclamato, o aspartame e a sacarina, usados em produtos light, causam câncer em cobaias. Nos seres humanos, a relação câncer e adoçantes é muito difícil de se estabelecer devido à multiplicidade de fatores envolvidos na etiologia da doença e à dificuldade de se precisar a ação cumulativa das substâncias cancerígenas.
Não há duvida que precisamos de mais estudos e mais atenção dos órgãos de vigilância sanitária para o controle dessas substâncias na indústria de alimentos.
Lembramos ainda, que os alimentos orgânicos não permitem a utilização de aditivos químicos sintéticos no seu processamento, constituindo-se, dessa forma, em um alimento mais seguro para a prevenção de diversas doenças e disfunções.
Fonte: nutricaoportal.com.br
Luzimar Teixeira e Milena Dutra
Aditivos químicos presentes em alimentos e remédios infantis comercializados no Reino Unido poderiam causar hiperatividade, sugere um estudo da organização Food Commission.
Os pesquisadores analisaram cinqüenta medicamentos, incluindo analgésicos, xaropes e antibióticos. E descobriram que metade deles têm substâncias químicas associadas à falta de concentração e impulsividade. Os aditivos foram encontrados em remédios que contêm paracetamol e em antibióticos à base de amoxilina e eritromicina. De acordo com a pesquisa da Food Commission, alguns corantes encontrados em alimentos, como a Tartrazina, também poderiam provocar hiperatividade.
A Foods Standard Agency (FSA), agência do governo britânica de controle de alimentos, solicitou a realização de um estudo sobre os corantes alimentares artificiais e a hiperatividade. A pesquisa foi concluída em setembro de 2007.
O estudo foi realizado com 300 crianças, separadas em três grupos. Cada grupo recebeu um tipo de bebida: um placebo, sem nenhum aditivo; uma com aditivos dentro da média diária de consumo e outra com grande quantidade de corantes e outros aditivos. Antes do consumo das bebidas, o nível de hiperatividade das crianças foi medido, a fim de que fosse comparado com a mesma medida após o consumo. Como resultado, as crianças que beberam o líquido com alto teor de aditivos e corantes começaram a agir impulsivamente e demonstraram diminuição da concentração.
De posse dos resultados desse estudo, a Grã-Bretanha pretende que a Europa proíba o uso dos corantes que afetam o comportamento infantil. A presidente da FSA, Deirdre Hutton, defende que o estudo mostrou evidências suficientes para essa recomendação. Os corantes utilizados para a realização da pesquisa foram E102 (amarelo tartrazina), E104 (amarelo quinolina), E110 (amarelo crepúsculo), E122 (azorrubina), E124 (ponceau 4R) e E129 (vermelho 40). Já que a proibição implica ações da União Européia que poderiam levar vários anos, a solução temporária seria a pressão dos ministros britânicos para que os fabricantes retirassem voluntariamente os corantes de seus produtos, o que já vem sendo realizado por algumas empresas. A FSA recomenda que pais de crianças com hiperatividade estejam atentos para o risco do uso dos corantes.
Os resultados apresentados, que a ingestão freqüente de dieta composta por alimentos coloridos artificialmente, ou com aditivos químicos, aumentam em pelo menos 5 vezes as chances de surgimento de sintomas de déficit de atenção de hiperatividade em crianças com idade de 3 anos. Da mesma forma, os alimentos acima descritos correlacionam-se com elevação de risco de alterações comportamentais, quando consumidos por crianças com 8/9 anos de vida.
Os conservantes químicos e certas substancias, que colorem artificialmente a dieta das crianças, estão relacionados a um amento das taxas de déficit de atenção e hiperatividade nessa fase da vida.
Ainda que o efeito desses corantes sobre o comportamento seja pequeno, podem ser retirados da dieta infantil sem nenhum risco, pois são substâncias que não possuem benefícios nutricionais. Além desse estudo recente, já é comprovado que vários corantes alimentícios artificiais são causadores de alergias e intolerância alimentar, especialmente o amarelo tartrazina.
Luzimar Teixeira
Existem aditivos que não oferecem riscos. Mas há substâncias que não deveriam ser adicionadas nos alimentos vendidos. Os alimentos industrializados oferecem praticidade e menor perecibilidade. Mas para dar ou preservar o sabor e textura, para conservar melhor, entre outros, a indústria utiliza diversos compostos aditivos, cada um com uma função.
Muitas dessas substâncias, quando usadas dentro dos limites permitidos, são consideradas inócuas para a saúde do consumidor. Porém, algumas podem causar males, mesmo em pequenas doses. Umas podem dar reações imediatas, outras, têm até efeito cumulativo. Aqui você conhecerá as piores para a saúde.
35% dos produtos têm substâncias ruins
Em nossos testes com alimentos industrializados, quase sempre encontramos problemas com aditivos. Ora com quantidades elevadas, ora com substâncias que podem e devem ser evitadas na produção de alimentos. Nos últimos dois anos, 77% dos produtos testados pela PRO TESTE apresentaram pelo menos um aditivo, sendo que 59% deles apresentaram mais de um aditivo. Mas o pior é que 35% dos produtos contêm aditivos indesejáveis, como o glutamato monossódico, BHT, BHA e o amarelo crespúsculo. Os campeões de aditivos entre os produtos já testados pela PRO TESTE nesse período foram os molhos para salada, as gelatinas e as mortadelas.
Todos são afetados, mas as crianças ainda mais
Outro fato alarmante é que encontramos muito aditivo principalmente em alimentos voltados para crianças. Elas estão entre os grupos de pessoas mais vulneráveis aos efeitos adversos. Primeiro, pelo fato de a quantidade ingerida ser proporcionalmente maior para a criança do que para o adulto, já que seu peso é menor. Segundo, porque as substâncias que têm ação sobre o sistema nervoso central são mais perigosas ao cérebro da criança, pois ainda está em desenvolvimento. A asma, a rinite e a urticária são reações alérgicas comuns.
Os aditivos na nutrição infantil têm sido objeto de grandes preocupações. Na Europa, os produtos que contém aditivos que causam hiperatividade infantil, são obrigados a colocar em seus rótulos a frase “o consumo pode acarretar efeitos adversos na atenção e concentração da criança”. Os aditivos que causam hiperatividade são o amarelo crepúsculo, o amarelo quinoleína, a carmosina, o vermelho allura, a tartrazina, o ponceau 4R e o benzoato de sódio.
Aditivos alimentares que fazem mal para a saúde
Ácido benzoico/ Benzoato de sódio
É um conservante muito utilizado.
Que mal pode fazer: Ele pode reagir com outras substâncias presentes no alimento formando novas substâncias que podem causar danos à saúde. No teste de refrigerantes, por exemplo, observamos que em algumas bebidas ele formou o benzeno, que, se ingerido por longos períodos de tempo, pode causar câncer. Além disso, diversos estudos mostram que o benzoato de sódio está relacionado à hiperatividade.
Onde pode ser encontrado: Refrigerantes, cervejas, refrescos, doces e geléias, produtos de frutas, queijo, molhos, margarina e creme vegetal e produtos de confeitaria.
Onde já encontramos: Refrigerante, molho para salada, petit suisse.
Glutamato monossódico
É um realçador de sabor. Muitas vezes, ele pode ser utilizado para mascarar a pobreza de ingredientes de boa qualidade.
Que mal pode fazer: O consumo moderado não comporta riscos. No entanto, em pessoas sensíveis pode desencadear uma reação alérgica (a “síndrome do restaurante chinês”).
Onde pode ser encontrado: Pode estar presente em todos os tipos de alimentos industrializados.
Onde já encontramos: Sopa desidratada, mostarda, maionese, molho para salada, batata palha, lasanha congelada, pratos semiprontos, entre outros
Alguns Corantes
Amarelo Crepúsculo, Vermelho 40, Vermelho Bordeaux, Vermelho Ponceau 4R e tartrazina. São usados para conferir cor aos alimentos.
Que mal pode fazer: Estudos apontam estas substâncias como um dos potenciais causadores da hiperatividade em crianças.
Onde pode ser encontrado: Refrigerantes, cervejas, refrescos, doces e geléias, produtos de frutas, queijo, molhos, margarina e creme vegetal e produtos de confeitaria.
Onde já encontramos: Refrigerante, molho para salada, petit suisse, gelatina.
BHA e BHT
São utilizados como antioxidantes.
Que mal pode fazer: O BHA aumenta o teor de lipídeos e de colesterol no sangue e atrapalha a absorção, pelo organismo, de nutrientes como as vitaminas A e D. Além disso, ele é potencialmente cancerígeno. O BHA e o BHT podem, ainda, desencadear reações alérgicas, como urticária e, por vezes, dermatite eczematosa e hiperatividade.
Onde pode ser encontrado: Óleos e gorduras.
Onde já encontramos: Maionese, óleo de soja e molho para salada.
Nitratos e nitritos
São substâncias que funcionam como conservadores e fixadores de cor.
Que mal pode fazer: Os nitratos têm a capacidade de reagir com certas substâncias presentes em alimentos e formar um composto que é considerado potencialmente cancerígeno e que pode causar problemas hepáticos (no fígado).
Onde pode ser encontrado: Produtos cárneos curados (exceto charque), embutidos e queijos.
Onde já encontramos: Presunto, mortadela, salsicha e linguiça.
Risco é maior para alguns
Algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos ruins dos aditivos. São elas:
• as crianças, principalmente abaixo de 3 anos, cujos sistemas digestivo e urinário não estão totalmente desenvolvidos;
- as grávidas, pois a formação do feto pode ser afetada;
- os idosos, cujo organismo perde progressivamente capacidade funcional;
• as pessoas que consomem alimentos ricos em aditivos com muita frequência
Fernanda Romano
Há pouco tempo acreditava-se que o tecido adiposo era um tecido inerte do corpo que tinha basicamente a função de armazenar energia. Estudos recentes, porém, mostram que se trata de um complexo reservatório energético regulado por nervos, hormônios, nutrientes, e mecanismos autócrinos e parácrinos. Além disso, sabe-se que o tecido adiposo é considerado um importante órgão endócrino com funções reguladoras no balanço energético e outras funções neuroendócrinas, incluindo produção e secreção de muitos peptídeos e proteínas bio ativas.
Cada adipócito produz uma pequena quantidade dessas substâncias, porém, como o tecido adiposo é o maior órgão do corpo, o total produzido acaba tendo grande repercussão nas funções corporais. (PRADO et al, 2009)
As principais substâncias originadas dessas células são os já conhecidos ácidos graxos, o colesterol, retinol, hormônios estereoidais, e alguns mediadores químicos envolvidos em processos inflamatórios.
Adipocina é a proteína secretada pelo Tecido Adiposo Branco (TAB) e outros tecidos, podendo ser ou não uma citocina (proteína de baixo peso molecular com diversas funções metabólicas e endócrinas que participam da inflamação e resposta do sistema imune, além de serem sensores do balanço energético) que influencia não só a função adipocitária, mas, como é liberada em níveis séricos, afeta muitas vias metabólicas.
Quando o adipócito ou outra célula produtora de adipocina é estimulada, são desencadeados inúmeros sinais de transdução da cascata inflamatória que induzem a expressão e secreção de diversas proteínas de fase aguda e mediadores da inflamação. A inflamação é uma resposta do sistema imune a um agente agressor através do recrutamento de leucócitos desencadeado pela circulação sanguínea de citocinas.
Estudos recentes demonstram que indivíduos obesos apresentam grandes quantidades de adipocinas inflamatórias em seu sangue, o que indica que obesidade é uma inflamação crônica.
Existem algumas possibilidades de explicação para a origem dos marcadores inflamatórios na obesidade, uma delas é que essa inflamação sistêmica não se deve unicamente ao Tecido Adiposo , mas também a outros tecidos inflamatórios importantes como o fígado, que liberta proteínas de fase aguda como a proteína C reativa (PCR) que é segregada em resposta à libertação de IL-6 pelo próprio Tecido Adiposo. Outra explicação está no fato de o Tecido adiposo ser pouco vascularizado, mais ainda em obesos, o que leva a uma hipóxia dos adipócitos que se afastam dos vasos sanguíneos, podendo até mesmo necrosar, estimulando a liberação de citocinas, quimiocinas e fatores angiongênicos (VEGF) de forma a aumentar o fluxo sanguíneo. E a última hipótese é a de que os próprio adipócitos são uma fonte imediata desses marcadores.
As adipocinas e seus marcadores inflamatórios têm atuação em diversas patologias, como a Resistência à Insulina, e outras complicações cardiovasculares, respiratórias e doenças inflamatórioas auto-imunes.
As principais Adipocinas associadas a Doenças crônicas são LEPTINA, RESISTINA, VISFATINA, ADIPONECTINA, PROTEÍNA ESTIMULADORA DE ACILAÇÃO (ASP), FATOR DE NECROSE TUMORAL (TNF- α), INTERLEUCINA 6 (IL-6), INIBIDOR DO ATIVADOR DE PLAMINOGÊNIO-1 (PAI-1), ANGIOTENSINOGÊNIO.
LEPTINA
A Leptina é um hormônio que atua na sinalização entre o sistema nervoso central (hipotálamo) e o tecido adiposo regulando a ingestão alimentar, o gasto energético e com isso, a composição corporal; estudo sugerem que a obesidade humana poderia ser resultante de um defeito no transporte da leptina ao sistema nervoso central ou também um defeito pós-receptor, levando a uma falha na ativação dos mediadores neuroendócrinos reguladores do peso corporal. Além disso, ela também desempenha um papel fundamental na fertilidade, pois influencia a liberação de Gonadotrofinas.
Muitos estudos têm demonstrado também que a leptina tem ação direta e inibitória sobre a secreção de insulina pela ativação dos canais de potássio dependentes de ATP ou via interação com a sinalização da proteína AMP quinase.
Na inflamação a Leptina desempenha o papel de estimular o macrófago a aumentar sua função fagocitária e produzir citocinas pró-inflamatórias. Ela regula a proliferação dos linfócitos T através da estimulação da citocina Th1, ou inibição da Th2.
Estudos recentes também levantam o fato de que a leptina é capaz de induzir a síntese de substâncias chamadas metaloproteinases da matriz (MPM) que deterioram cartilagem, como a MPM9 e MPM13.
Encontrou-se níveis elevados de Leptina em pacientes asmáticos, o que leva a crer que essa substância estimula a sensibilidade de alguns IGEs.
RESISTINA
Adipocina pertencente à família das proteínas ricas em cisteína, encontrada em grande quantidade no sítio da inflamação, tem papel importante na resistência à insulina.
Os níveis de resistina aumentam na obesidade genética ou induzida por dieta e, portanto, estão ligadas à resistência insulínica associada à obesidade. Descreve-se a resistina como hormônio singular, cujos efeitos no metabolismo da glicose são antagônicos àqueles da insulina.
A administração de resistina a ratos induziu a resistência à insulina no fígado e aumentou a produção de glicose hepática.
Ainda pouco se sabe sobre essa substância. Mas estudos comprovam que em indivíduos magros, não se encontrou quantidades significativas dela circulantes no sangue.
VISFATINA
Visfatina é uma proteína que imita a insulina, descoberta no fígado, no músculo esquelético e na medula óssea e identificada como fator de crescimento do linfócito B. Encontrou-se grande quantidades dela em pacientes com dano pulmonar agudo, e seus valores circulantes estão intimamente relacionados com a quantidade de Tecido Adiposo Branco.
Muitos fatores regulam sua síntese, incluindo TNF- α, IL-6 e Hormônio de Crescimento.
Encontrou-se também valores elevados de visfatina em pacientes com artrite reumatóide. Mas pouco se sabe sobre a fisiopatologia de sua atuação.
ADIPONECTINA
A Adiponectina é uma proteína que está envolvida na resposta inflamatória e regulação do balanço energético, desenvolvendo um papel anorexígeno e anti-inflamatório muito utilizada na fabricação de remédios para Resistência à insulina, tem receptores nos músculos de no fígado, sua expressão diminui à medida que o tecido adiposo aumenta e sua concentração no soro encontra-se reduzida em indivíduos e roedores obesos ou resistentes à insulina.
Adiponectina altera os efeitos vasculares adversos de citocinas como o TNF- α (elas se inibem mutuamente) controla negativamente a expressão de PCR e IL-6. Além disso, inibe a indução de monócitos, expressão de moléculas de adesão endoteliais e transformação de macrófagos em macrófagos ativos (células esponjosas); reduz a proliferação de células musculares lisas e diminui a expressão da molécula de adesão da célula vascular 1 (VCAM1) via Nfкβ.
É importante ressaltar que os níveis plasmáticos de adiponectina se elevam após a redução da massa corporal o que se associa significativamente com a redução do risco de doenças cardiovasculares.
PROTEÍNA ESTIMULADORA DE ACILAÇÃO (ASP)
Proteína produzida pelo Tecido Adiposo derivada da interação dos compostos conhecidos como complemento C3, fator B e adipsina, reconhecida como estimulante da síntese e acumulação de triacilglicerol no tecido adiposo.
Recentemente se descobriu que na obesidade, ocorre a deteriorização do sistema fibrinolítico, o que traz complicações cardiovasculares que estão associadas a altas concentrações de PAI-1.
A elevação da secreção de ASP pelos adipócitos acompanha o aumento das concentrações sanguíneas de insulina, sugerindo que a insulina poderia constituir mediador da redução da produção de ASP durante um período de jejum ou restrição energética bem como da elevação dos teores de ASP após as refeições. Adicionalmente, há evidências de que lipídeos circulantes também estimulam a expressão de ASP, após ingestão de grande quantidade desses nutrientes. (GUIMARÃES et al 2007)
Estudos demostraram uma forte correlação entre as concentrações séricas de ASP e os genes controladores de colesterol circulante total, LDL-c e triacilgliceróis, o que indica que a ASP é regulador metabólico de lipídios em humanos.
FATOR DE NECROSE TUMORAL (TNF- α)
O TNF-α é um polipeptídeo secretado por macrófagos ativados por distúrbios metabólicos ou processos crônicos de inflamação. É também caracterizado por induzir a morte celular (apoptose) e ploriferação de células tumorais.
Apenas parte do TNF-α é originada do adipócito, uma considerável parte é secretada por macrófagos infiltrados no tecido.
O TNF é regulador da produção de IL-6, proteínas de fase aguda e hepatoglobina e está diretamente relacionado com a quantidade de gordura no organismo.
Estudos demonstram que o TNF-α está envolvido na lipólise, aumentando a quantidade de ácidos graxos circulantes, além de estar relacionado com a elevação das concentrações de PAI-1, e estimular processos catabólicos.
O TNF-α expressão à superfície celular dos transportadores de glicose (GLUT-4), induz modificação do IRS-1 por fosforilação em serina, o que torna essa molécula inibitória para a sinalização do receptor de insulina comprovando ter um papel fundamental da fisiopatologia da Diabetes.
INTERLEUCINA 6 (IL-6)
A IL-6 é uma citocina originada do tecido adiposo (principalmente da gordura visceral) e de outros órgãos que desempenha um papel na regulação do apetite e no gasto energético. Tal como ao TNF-α tem função no metabolismo dos lipídios e da glicose. Inibe a lipoproteína lipase, induz a lipólise e aumenta a captação de glicose. Os seus níveis estão aumentados na obesidade (tanto os séricos como os do tecido adiposo) e diminuem com a perda de peso. É também marcador de Insulino-Resistência.
INIBIDOR DO ATIVADOR DE PLAMINOGÊNIO-1 (PAI-1)
O PAI-l é uma proteína anti-fibrinolítica produzida sobretudo pelo fígado, mas também pelo tecido adiposo, que é a sua principal fonte na obesidade..
A deterioração do sistema de fibrinólise faz parte das complicações cardiovasculares da obesidade, isso tem sido proporcional a elevados níveis de PAI-1 na circulação, o que nos faz perceber que essa substância tem o papel de regular esse processo na medida em que apresenta a capacidade de inibir o precursor da plasmina, cuja ação no processo de rompimento das redes de fibrina, evita a formação do trombo. Assim, participa da aterogênese, aumentando a deposição de plaquetas e fibrina na placa ateromastosa em formação, por isso, está intimamente relacionado com enfarte agudo do miocárdio e trombose venosa profunda.
ANGIOTENSINOGÊNIO
Originários do eixo renina-angiotensina, têm sua produção no Tecido Adiposo Branco regulada pelo estado nutricional.
Estudos relatam uma correlação direta entre aumento da pressão sanguínea e quantidade de angiotensinogênio circulante. O aumento da secreção de AT-II que se observa na obesidade contribui para a angiogénese, hipertensão e aterogénese.
Estudos em ratos mostram que quando estes são deficientes em angiotensinogênio apresentam uma “proteção” em relação ao desenvolvimento da obesidade, inclusive quando submetidos a dietas hiperenergéticas. Isso permite supor que em indivíduos obesos ocorra produção elevada de angiotensinogênio pelo tecido adiposo, aumentando seus teores circulantes, o que favoreceria a hipertensão.
Entender o papel da adipocinas passa a ser fundamental para entender como se regulam as principais doenças crônicas dos seres humanos na obesidade.
Assim, como afirmado por PRADO et al (2009), o tratamento multidisciplinar que inclua exercícios físicos na redução do tecido adiposo é um método seguro de diminuir o estado inflamatório e modular a disfunção endotelial de pessoas obesas.
REFERÊNCIAS
| 1. | BASSO, DF; CORSO, ALT; KUPEK, E: Associação entre obesidade e asma. Rev. Ciênc. Méd. Campinas, 2007. 16(4-6):221-231 |
| 2. | CARVALHO, MHC; COLAÇO, AL; FORTES, ZBF: Citocinas, Disfunção Endotelial e Resistência à Insulina. Arq Bras Endocrinol Metab. 2006. 50(2):304-310 |
| 3. | COSTA JV, DUARTE JS: Tecido adiposo e adipocinas. Acta Med Port. 2006. 19(3):251-256 |
| 4. | GEHRKE, J; PEREIRA, RZ: Associação do fator de necrose tumoral-alfa (tnf-A) com a obesidade. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. 2007. 1(1):1-10 |
| 5. | GÓMEZ, R; CONDE, J; REINO, JJG; LAGO, F; GUALILLO, O: Las adipocinas: mediadores emergentes de la respuesta inmune y de la inflamación. Reumatol Clin.2009. 5(S1):6-12 |
| 6. | GUIMARÃES, DED; SARDINHA, FLC; MIZURINI, DM; TAVARES DO CARMO, MC: Adipocitocinas: uma nova visão do tecido adiposo. Rev. Nutr, Campinas. 2007. 20(5):549-559 |
| 7. | PRADO, WL; LOFRANO, MC; OYAMA, LM; DÂMASO, AR: Obesidade e Adipocinas Inflamatórias: Implicações Práticas para a Prescrição de Exercício. Rev Bras Med Esporte . 2009. 15(5):378-383 |
| 8. | RAMALHO, R; GUIMARÃES, C: Papel do tecido adiposo e dos macrófagos no estado de inflamação crónica associada à obesidade. Acta Med Port.2008. 21(5):489-496 |
| 9. | SANCHEZ-MUNOZ, F; GARCIA-MACEDO, R; ALARCON-AGUILAR, F; CRUZ, M: Adipocinas, tejido adiposo y su relación con células del sistema inmune. Gac. Méd. Méx . 2005. 141(6):505-512 |
| 10. | SARAIVA, AS; XISTO, DG; DIAS, CM; LAPA, JR; ROCCO, PRM: Pulmão RJ. 2007.16(1):39-43 |
| 11. | SHIN, JH; KIM, JH; LEE, WY; SHIM, JY: The Expression of Adiponectin receptors and the Effects of Adiponectin and Leptin on Airway Smooth Muscle Cells. Yonsei Med J. 2008. 49(5):804-810 |
| 12. | DELGADO, J; BARRANCO, P; QUIRCE, S: Obesity and Asthma. J Investig Allergol Clin Immunol. 2008. 18(6):420-425 |
| 13. | JOHNSTON, RA; ZHU, M; RIVERA-SANCHEZ, YM; LU, FL; THEMAN, TA; FLYNT, L; SHORE, SA: Allergic Airway Responses in Obese Mice. Am J Respir Crit Care Med. 2007. 176( 1):650-658 |
| 14. | SUTHERLAND, TJT; COWAN, JO; YOUNG, S; GOULDING, A; GRANT, AM; WILLIAMSON, A; BRASSETT, K; HERBISON, GP; TAYLOR, DR: The Association between obesity and ashtma. Am J Respir Crit Care Med. 2007. 178( 1):469-475 |
Milena Dutra
Muitos realizam e prescrevem exercícios de alongamentos cervicais constantemente, eu particularmente tenho cuidado com eles e faço em casos reservados , calma! explico porque.
Alongamento não é a resolução para tudo, muitas pessoas não toleram os alongamentos cervicais e que inclusive pioram o quadro doloroso.
Na prática, observamos que muitos apresentam pontos gatilhos na região cervical, principalmente na musculatura de elevadores de escápula, escalenos, trapézio fibras superiores e médias e pasmem vocês, que se tentarmos alongar estes músculos que não foram ” desativados” , isso mesmo desativados por tecnicas manuais eles ( pontos gatilhos) podem disparar dor ao tentar realizar alongamentos, portanto cuidado!
Como em uma grande maioria das cervicalgias encontramos a presença de pontos gatilhos, pode-se realizar ´´alongamentos passivos´´ em amplitude de movimeto diminuida ou até mesmo sem movimento articular para a desativação do mesmo, isto é pompagem.
Pompagem é uma espécie de alongamento sem muitos deslocamentos, que trás mais benefícios, que o alongamentos propriamente dito, esta técnica de liberação miofascial nos permite mobilizar as fáscias corpóreas. Esta técnica necessita do ´´feedback ´´ do corpo do receptor para a determinação da direção, força e duração do estiramento, e para fecilitar relaxamento máximo dos tecidos tensos.
Imagine que todas fáscias do corpo, sejam um balão elástico único com várias dobras formando bolsas envolvendo os diferentes órgãos e músculos. Caso parte do balão não possa expandir-se o suficiente para englobar facilmente as estruturas que deveria envolver, o resto do balão deve-se se acomodar deslocando-se um pouco em direção que está presa. Isto faz com que uma outra região começe a ser comprimida, necessitando de um outro deslocamento, causando no futuro piora nas alterações posturais.
O que eu quero dizer é que se você tentar alongar um músculo que está encurtado, contraturado, com pontos gatilho, dor e etc…. primeiramente sem antes libera-lo, você poderá piorar ainda mais o quadro. Por entre as estruturas recobertas por fáscias passam vascularização e inervação importante, imagine estirar estas áreas já prejudicadas, com um alongamento direto, você irá estirar também estes vasos e nervos aumentando assim a sintomatologia. Cada caso é um caso, não tenha isto como uma regra. Observe suas chances e condições de trabalho, você está trabalhando em grupo, ou com um aluno individualizado?. Muitas veses não temos tempo… mas respeite a individualidade de cada um.
Quando a fáscia é mobilizada e estirada pelas técnicas de terapia manual elas vão sendo liberadas para que seu deslizar sobre as estruturas esteja biomecanicamente correta, este fenomeno permite melhor arco de movimento, melhor contração muscular, melhor eficácia desta contração com menor gasto energético para tal tarefa, que por fim permiterá um mellhor desepenho funcional do indivíduo. Também reduz pontos de tensão, libera os pontos gatilhos, promove relaxamento e diminuição da dor. Em um outro post falaremos um pouco mais sobre a fáscia e as pompagens.
Outro caso discutido nas cervicalgias são os fortalecimentos musculares, estes sim são muito importantes! Depois de restaurar a mobilidade, e resolver as tensões, é necessário estabilizar a região, a estabilização cervico-dorsal, deve ser usada com bom senso, se as vértebras estão em microdesalinhamento ou se há distúrbios funcionais, serão os músculos que irão ” carrear” estes movimentos , bastando fortalecê-los para a melhora sintomática, não é tão simples como está descrito e muitas vezes somente a ação muscular não resolve o problema. As técnicas diretas de mobilizações vertebrais são excelentes para o realinhamento vertebral, e devem ser aplicadas corretamente após uma avaliação estática e dinâmica minunciosa de toda a coluna.
Já na coluna lombar os alongamentos são bem aceitos , isto trará benefícios pois a coluna lombar tolera mais os alongamentos do que o pescoço, mas vai também um alerta pontos gatilhos lombares também podem ” disparar” quando alongados, mas neste caso, os riscos são menores, para saber se o alongamento está correto, lembre-se que durante o alongamentos poderá haver algum incômodo, mas se a dor piorar logo após, provavelmente algo estará errado, tanto na intensidade, no tipo de alongamento. Esta região lombar também necessita de estabilização e é a estabilização segmentar terapeutica quem realiza tal função, promove sustentação antero posterior do corpo internamente, recruta Transverso do Abdomen e Multifídios para que a progressão de determinadas patologias não ocorram, como por exemplo: estabilizar uma hérnia discal no lugar, ou ate evitar o aumento de uma listese anterior de uma vértebra. Também trabalha assoalho pélvico e diafragma fechando o corpo em um ´´cilíndo rígido´´ como um todo. Mas isto é assunto futuro…
Bom…. teremos muito o que falar ainda. Mas se vocês quiserem aprender estas tecnicas discutidas sucintamente aqui e inúmeras outras como Maitland e Mulligan, esperem a disciplina de terapia manual do curso de atividade física adaptada e saúde. Vocês verão que o rendimento de seus alunos e a qualidade de vida dessas pessoas irá melhorar bastante.
Aguardem!!.
Luzimar Teixeira e Milena Dutra

Corantes e conservantes
As reações adversas aos conservantes, corantes e aditivos alimentares são raras, mas não devem ser menosprezadas. O corante artificial tartrazina, sulfitos e glutamato monossódico são relatados como causadores de reações. A tartrazina pode ser encontrada nos sucos artificiais, gelatinas e balas coloridas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos alimentos salgados como temperos (caldos de carne ou galinha). Os sulfitos são usados como preservativos em alimentos (frutas desidratadas, vinhos, sucos industrializados) e medicamentos tem sido relacionados a crises de asma em indivíduos sensíveis.
O corante tartrazina tem seu uso autorizado para remédios e alimentos como balas, caramelos e similares, de grande consumo pela faixa infantil. Entretanto, o consumo do corante tartrazina pode provocar reações adversas em pessoas sensíveis, não tendo sido estas reações comprovadas dentro de uma relação de causa e efeito. Com o objetivo de proteger a saúde da população, adotando medidas para prevenir riscos associados ao consumo de alimentos que contenham o aditivo INS 102, corante tartrazina, a Anvisa obriga as empresas fabricantes de alimentos que contenham na sua composição o corante, a declarar na rotulagem, especificamente, na lista de ingredientes, o nome do corante por extenso. Os medicamentos que possuem o corante Tartrazina em sua formulação, também deverão conter na bula a advertência: “Este produto contém o corante amarelo de Tartrazina que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais, asma brônquica e urticária, em pessoas suscetíveis”, conforme Resolução nº 572.
Estudos realizados nos Estados Unidos e Europa desde a década de 70 comprovam casos de reações alérgicas ao corante, como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmos, urticária, eczema e dor de cabeça. Apesar da baixa incidência de sensibilidade à Tartrazina na população (3,8% nos Estados Unidos), é importante informar a presença da substância, pois as reações alérgicas podem ser confundidas com efeitos colaterais ao princípio ativo do medicamento. Além disso, a literatura científica atesta que de 13% a 22% das pessoas que apresentam alergia a aspirina também manifestam as mesmas reações quando ingerem a Tartrazina.
Segundo informações do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), conforme decisão da Justiça Federal de São Paulo, a Anvisa deve editar em até 30 dias uma norma obrigando que sejam mencionados com destaque os efeitos adversos do corante tartrazina no rótulo dos alimentos que contenham a substância. De acordo com a sentença, devem constar os seguintes termos: “Este produto contém o corante amarelo tartrazina que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico”.
Para o Idec, a decisão é positiva, pois garante ao consumidor a efetivação do seu direito à informação. No entanto, o Instituto defende que o alerta sobre os efeitos adversos deveria ser obrigatório para qualquer tipo de corante e não apenas ao tartrazina. “Todos os corantes têm potencial de causar danos à saúde, principalmente alergias”, destaca Mirtes Peinado, biomédica e consultora técnica do Idec.Atualmente, a norma da Anvisa (RDC 3.240/2002), determina apenas que a palavra a tartrazina seja indicada no rótulo dos alimentos, entre os ingredientes. Somente para os medicamentos já era obrigatório registrar na embalagem externa a presença do corante no produto.
O Idec vem alertando para o uso de corantes, principalmente em produtos para as crianças. Além dos medicamentos, o instituto testou as gelatinas, alimento com grande apelo infantil e que usam muitas cores artificialmente produzidas. Não foi constatada nenhuma irregularidade, mas há de se levar em conta que a legislação brasileira é permissiva quando comparada à de outros países como Estados Unidos, Áustria e Noruega, pois muitos corantes usados no Brasil são proibidos nesses países.
Além das reações alérgicas que podem acometer qualquer pessoa, estudos recentes apontam que corantes e conservantes podem estar relacionados à hiperatividade e a distúrbios de concentração em crianças. Assim, há motivos de sobra para que a presença de corantes seja destacada no rótulo. “Uma vez que essas substâncias são usadas em larga escala em alimentos e medicamentos, no mínimo, o consumidor tem direito de saber sobre os seus riscos”, defende Mirtes.
Saiba quais os principais efeitos associados a cada tipo de corante:
Corante: Amarelo crepúsculo - Pode provocar reações anafilactóides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azóicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.
Corante: Amarelo quinolina - Pode provocar: Suspeito de causar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio.
Corante: Amarelo tartrazina - Pode provocar: reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalicílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.
Corante: Azul brilhante - Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.
Corante: Vermelho 40 - Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.
Corante: Vermelho ponceau 4R - Relacionado à anemia e doenças renais, associado à falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.
Corante: Vermelho eritrosina - Suspeito de causar câncer de tireóide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.
Corante: Vermelho bordeaux (mistura de amaranto e azul brilhante) - Pode provocar: crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.
Fonte: IDEC
Durante o verão, entre meados de novembro até fim de janeiro, a incidência de alergias - especialmente as de pele - aumenta drasticamente entre a população. As principais alergias que ocorrem nesse período são as urticárias, as dermatites de contato por cosméticos, alergias por insetos, reações por alimentos e medicamentos, enfim, uma gama enorme de possibilidades. Essas alergias podem causar sintomas que vão desde uma simples coceira pelo corpo até problemas graves como o edema de glote e o choque anafilático. Então, é muito importante conhecê-las melhor, preveni-las e, se possível, combatê-las adequadamente.
Pensando nisso, a primeira loja brasileira de produtos produzidos especialmente para alérgicos, a Alergoshop, desenvolveu junto com a Agência AQR, uma campanha para o conhecimento e prevenção dos principais problemas causados por essas alergias.
Para entender quais situações evitar neste verão, entre no site da Alergoshop, pois foi desenvolvido um pequeno teste com uma animação interessante, que ensina, de maneira divertida, utilizando uma linguagem simples direta e interativa, algumas dicas práticas sobre o assunto. E é justamente esse o grande diferencial dessa campanha. Para ter acesso a esse conteúdo, basta acessar www.alergoshop.com.br/verao








