Lombalgia e Exercícios de Estabilização

Fabiana Guedes, Milena Dutra e Luzimar Teixeira

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Homem com dor lombar

A lombalgia crônica pode ser definida como dor persistente por mais de 12 semanas nos níveis lombar e sacral da coluna vertebral. É um importante problema de saúde pública presente em todas as nações industrializadas (ROZEMBERG, 2008).

A prevalência na população geral é acima de 50%, e estima-se que 70% das pessoas em todo mundo serão acometidos pelo menos uma vez na vida com um episódio de dor lombar (LAWRENCE, 2006).

Um dos principais fatores da dor lombar é a fraqueza da musculatura do tronco. Esta condição pode estar associada ao sedentarismo como conseqüente hipotrofia dos músculos paravertebrais e as alterações do controle motor. Além disto, os músculos profundos do tronco, multifidios  e transverso do abdome são preferencialmente afetados na presença de lombalgia, dor lombar crônica e instabilidade lombar (BARR, 2005).

Estudos mostram que exercícios de estabilização segmentar lombar, ensinam ao aluno a recrutar esta musculatura profinda, isoladamente da musculatura superficial, a qual concomitantemente a alongamento paravertebral e dos isquiotibiais, e fortalecimento dos músculos superficiais lombares e paravertebrais são eficazes na diminuição da dor e melhora na capacidade funcional de pacientes com lombalgia. Essas são medidas importantes a serem levadas em consideração ao elaborar um protocolo de exercícios físicos para este tipo de aluno.

Atenção: uma avaliação completa realizada por um médico especialista faz-se necessário, o tratamento isolado do sintoma de lombalgia apenas não é satisfatório. Investigue a causa da sua dor, pois inúmeras possibilidades podem ser notáveis, por exemplo: hérnia de disco, espondilolistese, hipotrofia muscular e alterações posturais etc…

Faça um Rx e uma ressonancia. E somente após o disgnóstico pré estabelecido volte a prática específica de atividade física para estabilizar seu problema.

O exercício para estabilidade da coluna denominada estabilização segmentar vertebral surgiu através da contribuição de inúmeros pesquisadores australianos, Gwen Jull, Paul Hodges, Carolyn Richardson, Julies Hides- 1999.  Aprenda um pouco mais sobre a aplicação da técnica na aula de terapia manual do curso de Atividade Física Adaptada e Saúde e acesse a pasta de estabilização segmentar no banco de texto para se familiarizar com o assunto.

Referências:

ROZEMBERH S.Chronic low back pain:definition and treatment.Rev Prat 2008;feb 15;58(3):265-72.

LAWRENCE JP, GREENE HS, GRAUNER JN.Back pain in athletes.J AM Acad Orthop Surg 2006;14(13) 726-35.

BARR KP, GRIGGS  M, CABDY T.Lumbar  Stabilization: core concepts and current literature, parte1.Am J Phys Med Rehabil 2005 Jun; 84(6):473-80





Curso de Atividade Física Adaptada e Saúde: presencial e a distância

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                   Carga Horária: 360h

 

 

 

 

 

 

 

Público-Alvo:

graduados em Educação Física, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Enfermagem e áreas afinsDisciplinas/Conteúdo

  • Atividade Física Adaptada para Pessoas com Doenças do Sistema Respiratório

Asma/bronquite, doenças alergo-respiratórias, reações alérgicas, broncoespasmo induzido pelo exercício.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Alterações pulmonares e de estrutura corporal nas doenças respiratórias
Implicações na elaboração do programa de atividades motoras (natação e exercícios respiratórios)
Avaliação da função pulmonar, Pico de fluxo expiratório e suas aplicações práticas

  • Atividade Física Adaptada para Pessoas com Deficiências (motora, intelectual, visual e auditiva)

Definição, etimologia e classificação
Distúrbios no crescimento físico, desenvolvimento motor e comportamento motor
Implicações para o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social
O Professor de Educação Física e o processo de inclusão na escola
Atividades motoras: elaboração de objetivos, conteúdos, estratégias e ambiente
Esporte adaptado - histórico, classificação, modalidades

  • Atividade Física Adaptada para Pessoas com Doenças Musculoesqueléticas

Alterações posturais e torácicas
Osteoartrite, Osteoporose, Fibromialgia e Dor mio-fascial
Alterações/lesões de Joelho, Quadril e Ombro
Métodos em avaliação, biomecânica, prática de avaliação, prática de exercícios

  • Atividade Física Adaptada para Grupos Especiais

Atividade física adaptada e Diabetes
Atividade física adaptada e Gravidez
Atividade física adaptada e Doenças Cardiovasculares
Atividade física adaptada e Hipertensão
Atividade física adaptada e Envelhecimento
Atividade física adaptada e Obesidade
Avaliação e prescrição de Programas de Atividades

  • Fisiologia Aplicada aos Distúrbios da Saúde

Sistema neuroimunoendócrino nas doenças
Fisiologia aplicada aos programas personalizados em saúde
Fisiologia aplicada às técnicas manuais e terapia manipulativa nas doenças

 

 

 

Núcleo Comum
• Metodologia da Pesquisa

(total ou parcialmente a distância)

Acesse o SITE:

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Aprenda um pouquinho mais sobre as lesões de coluna:

Acesse o vídeo através do link: http://www.livestream.com/phortetv/video?clipId=pla_3ce4c285-0963-41ab-a3fb-88d7579e8232

e descubra algumas curiosidades sobre as principais lesões de coluna.

Professora Ft. Msd. Milena Dutra





Melhore sua postura …. Já!!!!

Oi, assistam o vídeo e aprendam um pouquinho mais sobre as alterações posturais, através do site:

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Abraços

Professora Milena Dutra





Novos Cursos de Extensão !!!!!

Se você não tem tempo de estudar nos finais de semana, aproveite os novos lançamentos de cursos de extensão durante a semana, veja o conteúdo programático, horários, datas e preços nos links relacionados:

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ATIVIDADE FISICA ADAPTADA ÁS DOENÇAS E ALTERAÇÕES ANGULARES DA COLUNA

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ATIVIDADE FISICA ADAPTADA PARA DESORDENS MUSCULOESQUELETICAS DE TORNOZELO E PÉ

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ATIVIDADE FÌSICA ADAPTADA PARA AS DESORDENS MUSCULOESQUELÉTICAS DE JOELHO

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ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA PARA FIBROMIALGIA E DOR MIOFASCIAL

http://www.posugf.com.br/cursos/extensao/educacao-fisica/1353-atividade-fisica-adaptada-para-fibromialgia-e-dor-miofascial

Professora Ft. Msd. Milena Carrijo Dutra





Oportunidade de Pesquisa!

Estamos selecionando profissionais dos cursos de pós-graduação em Atividade Física Adaptada e Saúde a para realizar Projeto de Pesquisa na área de treinamento de força, nutrição esportiva, sistema imunológico e composição corporal em modelos experimentais (ratos e camundongos) e em seres humanos. Os candidatos deverão estar regularmente matriculados e em fase de planejamento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Haverá seleção para o recrutamento dos possíveis candidatos às vagas. Os projetos (pré-determinados) serão desenvolvidos sob orientação/supervisão do Prof Dr Milton Rocha de Moraes, e serão realizados em parceria com os laboratórios da UNIFESP e ICB-USP. Os interessados deverão, impreterivelmente, morar em São Paulo (Capital), disponibilizar em média 10 (dez) horas semanais (2hs/dia) para desenvolvimento do projeto nas devidas instituições, e ter conhecimentos básicos em Inglês Instrumental (leitura). A avaliação será feita em três fases:

1ª) Histórico Escolar da Graduação e Currículo Lattes; 2ª ) Prova; e 3ª ) Entrevista

Os interessados deverão encaminhar uma fotocópia em formato PDF do Histórico Escolar da Graduação e Currículo Lattes ao endereço eletrônico abaixo com assunto Pesquisa:

E-mail: mrmoraes@unifesp.br





Cigarros e suas consequências

No Caderno Saúde da Folha de São Paulo desta semana, nosso professor Clóvis Sousa apareceu em destaque.

Citado por JULIO ABRAMCZYK

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Cigarro fumando um homem

APROXIMADAMENTE 4% da população do município de São Paulo com idade superior a 60 anos é portadora de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), observa Clóvis Arlindo de Sousa em sua tese de doutorado aprovada recentemente na Faculdade de Saúde Pública daUSP. Na tese, Sousa estuda as doenças respiratórias e seus fatores associados. Em relação à DPOC, o problema não está relacionado somente à idade, mas principalmente ao número de cigarros fumados na vida e à inatividade física. O fator de risco considerado mais importante para a presençada afecção é a fumaça do cigarro. Sousa conclui que a tendência de aumento da DPOC em nosso meio, pelo aumento de idosos na população, promovea necessidade do diagnóstico precoce da doença e mostra aimportância de uma abordagem educacional para que ocigarro seja abandonado. Isso aponta também que atividades físicas sejam incentivadas nos pacientes. Essas medidas, acrescenta, não só irão reduzir o impacto econômico da doença para o sistema de saúde e os próprios pacientes, mas também são importantes para a qualidade devida. Na “Revista de Saúde Pública” deste mês, Clóvis A. Sousa ecolaboradores também analisam a presença da DPOC no Brasil. Referem que, no último consenso sobre a doença, em 2003, ela foi considerada a quinta maior causa de internaçãode maiores de 40 anos no sistema público de saúde, comquase 200 mil internações hospitalares e gasto de cerca deR$ 72 milhões. Foi classificada entre a quinta e a sexta causade morte no país, com 38 mil óbitos por ano





Você tem Canelite? Saiba o que é e previna-se!

Por Ft. Msd. Milena Dutra

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Boneco com canelite


Você sente dor na canela ao andar ou correr?

Canela é o julgo nome popular dado para face anterior do osso da Tíbia. Esta região pode inflamar e gerar dor. As dores nos membros inferiores em corredores podem ter várias causas: musculares, tendinosas e/ou ósseas. A síndrome de estresse do tibial medial, popularmente conhecida como periostite medial de tíbia ou Canelite, é uma inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da tíbia, podendo se tornar fratura por estresse.

Preste atenção !!!!!

Osso é revestido por periósteo, periósteo é inervado, e quando se inflama gera dor. Mas também, esta dor pode ocorrer por fraqueza e/ou insuficiência da musculatura que realiza dorsi flexão plantar, o Tibial Anterior.

Canelite é  uma queixa comum em atletas, principalmente aqueles que costumam correr médias e longas distâncias. Além da corrida essa síndrome pode estar presente em outros esportes que envolvam o ato de pular, sendo os pousos e decolagens em superfícies duras, a principal causa da dor.

Este quadro é caracterizado por dor na região anterior da perna que inicialmente ocorre durante o exercício e melhora após algumas horas, evoluindo para dor persistente mesmo com a cessação da atividade, podendo dificultar até o andar de forma lenta.

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Inicialmente ocorre uma inflamação no periósteo, como descrito anteriormente, podendo evoluir para micro fissuras no osso e até promover uma fratura por estresse caso o individuo não pare de correr.

Dentre os fatores de risco para o aparecimento da Canelite, podemos citar:

- Aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física.
- Pessoas iniciantes no esporte ou que mudaram de atividade recentemente.
- A fraqueza dos músculos dos membros inferiores, como também a falta de alongamento dos músculos da panturrilha.
- Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados. Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia.
- Alterações nos arcos plantares
- Correr inclinando o tronco para frente.
- Tênis inadequado para o seu tipo de pisada.

O diagnóstico exato da lesão é feito pelo médico, a fim de excluir a possibilidade de ser uma fratura por estresse. O relato da história clinica como também o exame físico é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

Para NAVES (2011),  tratamento é feito através de:

- Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé.
- Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
- A Crioterapia (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
- Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (Panturrilha).
- Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural).
- Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15 semanalmente. É importante ressaltar que o mesmo já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.

Para FILHO (2011), algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da canelite, dentre elas podemos destacar:

- Uso do tênis correto. Adequado ao seu tipo de pé e com amortecimento também na parte anterior. O uso de uma palmilha de silicone pode ajudar.
- Alongue antes da corrida, e mais uma vez depois do aquecimento.
- Aquecer. Informe ao seu corpo que ele será sobrecarregado. Pode-se usar meias de cano longo para ajudar no aquecimento.
- Não corra com dor nem em excesso. Respeite os sinais do corpo.
- Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento
- Caso cometa um erro no treinamento e sinta dor na canela, coloque gelo,

MAS CUIDADO COM O GELO, leia a matéria anterior. Use gelo com moderação, apenas para diminuir o edema. Ao mesmo tempo que ele é bom, ele também é ruim.

-Tome antiinflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente.
- Faça musculação. Músculos fortes diminuem o impacto sobre ossos e articulações.

Mas….

Não adianta nada fazer musculação se você não treinar a musculatura do tornozelo, e normalmente ninguém faz isso. Converse com seu Educador Físico ou Fisioterapeuta eles irão orientar você e elaborar exercícios específicos para a região.
- Corra em superfícies adequadas.

Dica: Aos primeiros sinais de dores na região anterior da perna, procure um profissional para uma completa avaliação e o correto diagnóstico e tratamento, só assim você terá condições de realizar suas atividades esportivas sem maiores complicações.





Encerramento da turma 1100 Vitória





Encerramento da turma 847 Joinvile