Marcelo Pereira, Milena Dutra e Luzimar Teixeira
Todos nós temos um velho conselho de família que, normalmente, nunca falha, seja aquela receita de nossas avós ou uma antiga recomendação médica.
O que fazemos quando nos machucamos? Quando levamos uma pancada em um jogo de futebol, por exemplo, a primeira atitude é fazer uma compressa com uma bolsa de gelo, certo? Sabe-se que esse procedimento reduz a dor local e pode até mesmo controlar o edema, tanto que o tratamento com gelo é indicado para os primeiros dias após a lesão.
Mas, a função deste autor é trazer mais um ponto de interrogação para a cabeça de seus leitores. Isso porque, um estudo recém publicado no conceituado periódico Journal of Applied Physiology (Takagi et al, 2011) trás argumentos que derrubam a idéia de que o tratamento de lesões com gelo deve ser amplamente utilizado.
O grupo de pesquisadores japoneses, autores do estudo, utilizou animais de laboratório (ratos) para obter os resultados. Os animais tiveram a musculatura da pata lesada por esmagamento com um objeto de 500g; pode parecer pouco, mas para um rato que pesa, aproximadamente, 150g é suficiente para provocar uma grande lesão muscular. A partir disso, o tratamento com gelo foi iniciado logo após a lesão, durante 20 minutos, e seus efeitos foram observados em curto e em longo prazo, uma vez que, os animais foram divididos em grupos que receberam o tratamento e foram sacrificados em 6 e 12 horas após a lesão e também em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14 e 28 dias após a lesão. A escolha desses vários períodos de tratamento foi com o objetivo de analisar a resposta do processo de regeneração muscular em suas diferentes fases.
Os principais resultados do estudo dizem que o tratamento com gelo provoca uma diminuição na contagem de células inflamatórias.
Mas, reduzir a inflamação não é bom?
Depende! As células inflamatórias são uma das responsáveis por ativar as células satélites, e essas controlam o processo de regeneração muscular após lesão. Menos células inflamatórias. Menos ativação de células satélites. Regeneração prejudicada.
Além disso, o gelo faz com que as fibras musculares ganhem menos massa muscular e acumulem mais colágeno, isto é, mais uma evidência de prejuízo no processo de regeneração.
Para finalizar, a última frase do estudo é categórica “…é melhor evitar o tratamento com gelo, apesar deste ser amplamente utilizado na medicina esportiva e na fisioterapia.”
Enfim… a ciência evolui muito rápido. É necessário nos atualizarmos na mesma velocidade!
Fabiana Guedes e Luzimar Teixeira
A promoção de um estilo de vida mais ativo e uma alimentação saudável tem sido utilizada como estratégia para desenvolver melhora nos padrões de saúde e qualidade de vida na população.
Atualmente temos observado uma baixa prevalência de prática de atividade física, principalmente no tempo de lazer. Este fato está associado com o aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes tipo 2, síndrome metabólica, doença coronariana e acidente vascular cerebral.
A morbimortalidade associada às doenças crônicas poderia ser reduzida com a prevenção, incluindo mudanças no estilo de vida, principalmente na dieta e atividade física (McGinnis, et .al, 1993).
A prevenção primária torna-se então uma medida necessária para ser incorporada nos programas de saúde, que tenham como objetivo a melhoria na qualidade de vida e diminuição de gastos com assistência médico/hospitalar.
Estudos têm mostrado que a atividade física pode cumprir um importante papel preventivo e terapêutico e deve, portanto, ser parte integrante das práticas terapêuticas em saúde (Lee et.al.1992; Shepard,1995).
Essa relevância quanto ao papel preventivo da atividade física em relação a diferentes populações e aos profissionais de saúde que trabalham na atenção básica cresce com o aumento da expectativa de vida, da proporção de idosos na população e da prevalência de doenças crônicas (Monteiro, 2006).
Desta forma, cresce a importância da atividade dos profissionais da Educação Física na rede básica de saúde para educar e orientar à prática de atividade física, modificando e melhorando o comportamento da população em relação a um estilo de vida saudável.
Referências Bibliográficas
McGinnis JM, Foege WH. Actual causes of death in the United States. JAMA 1993;270:2207-12.
Monteiro CA, Conde WL, Matsudo SM, Matsudo VR, Bonseñor IM, Lotufo PA. A descriptive epidemiology of leisure-time physical activity in Brazil, 1996-1997. Rev Panam Salud Pública 2003; 14:246-54.
Shepard RJ. Physical activity, fitness and health:the current consensus. Quest 1995; 47:228-303.
Fabiana Guedes e Luzimar Teixeira
A metodologia qualitativa pode ser caracterizada como aquela que trabalha com o universo de significados, motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variável (MINAYO, 1995).
A metodologia qualitativa vem sendo cada vez mais utilizada e valorizada nas pesquisas em saúde. Durante muito tempo praticamente toda pesquisa em saúde seguiu o modelo biomédico, fundamentado na crença de que as doenças são geradas por agentes etiológicos específicos capazes de produzir alterações na estrutura e na função do corpo humano. Como consequência, os estudos mais importantes nessa área recorriam à metodologias próprias das Ciências Biológicas com forte viés da pesquisa positiva, centrada basicamente nas relações causais entre o fenômeno e seus causadores, agentes ou variáveis intervenientes.
Esse modelo, embora hegemônico, concorre atualmente com outros modelos, em decorrência principalmente de sua incapacidade para abarcar a multiplicidade de fatores que interferem no processo saúde-doença. (Gil, 2006)
Atualmente a literatura cientifica reconhece a importância de fatores culturais, sociais, econômicos e políticos nesse processo. Para MINAYO (1995), a saúde não pode ser definida apenas pela ausência de doenças, mas como um estado geral de equilíbrio do indivíduo. Considerando os diferentes aspectos e sistemas que caracterizam o homem; biológico, psicológico, social, emocional, mental e intelectual, resultando em sensação de bem-estar .
Neste contexto surge a necessidade das ciências da saúde e humanas de discutir metodologias de pesquisa que busquem ampliar o entendimento do conceito saúde e doença a partir da investigação dos outros fenômenos que envolvem as relações entre a saúde e a doença, bem como suas múltiplas significações .
Referências Bibliográficas
Gil A. C, Licht R.H.G, Rieckmann B, Santos M. Por que fazer pesquisa qualitativa em saúde ? Caderno de Saúde - Vol.1 - N.2, 2006.
MINAYO, M.C., (org.) ,1995. Os Muitos Brasis: Saúde e população na década de 80. São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec.
Acesse a palestra da professora Milena Dutra na PHORTETV através do link: http://www.phortetv.com.br/principal.asp?id=603
Desvende suas dúvidas sobre esta caixinha de surpresas que é a articulação do joelho.
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Lá você encontrará vídeos sobre diversos assuntos: deficiência física, auditiva, asma, alterações posturais e muito mais….
Divirta-se!!!
Acesse o site: http://www.youtube.com/user/luzimarteixeira
Até o início das
aulas estarei aqui no blog do prof. Luzimar dando dicas e sanando dúvidas. O
primeiro tópico que vou abordar é o da formação das palavras, ou seja, da
prefixação e sufixação das palavras. Em outras palavras, aquilo que colocamos
antes ou depois das palavras para conjugá-las, concordá-las ou transformá-las
para que tenham uma função diferente dentro do texto. Familiarizar-se com os
prefixos e sufixos mais comuns e acostumar-se a desmontar as palavras permite,
não só entender um texto mais acuradamente, mas também a descobrir o
significado de palavras que julgávamos desconhecidas. Escolhi um excerto
inicial de um texto disponível aqui no site na pasta Postura para exemplificar
o que estou falando:
“Objective: To systematically review the peerreviewed literature about the reliability and validity of chiropractic tests
used to determine
the need for spinal
manipulative
therapy of the lumbo-pelvic spine, taking into account the quality of the studies.
Data Sources: The CHIROLARS database was
searched for the
years 1976 to 1995 with the following index terms: “chiropractic tests,” “chiropractic adjusting technique,” “motion palpation,” “movement palpation,” “leg length,”
“applied
kinesiology,” and “sacrooccipital technique.”(…) (HESTBOEK, Lise DC, and LEBOEUF-YDE, Charlotte DC, MPH, PhDb.” Are Chiropractic Tests for
the Lumbo-Pelvic Spine Reliable and Valid? A Systematic Critical Literature
Review, in Journal of
Manipulative and Physiological Therapeutics Volume 23 • Number 4 • May 2000,
p.258)
No ínicio do parágrafo já
temos um exemplo: sistematically = sistematicamente, o sufixo ‘ly’
comumente substituído pelo sufixo
‘mente’ em português, tem por
objetivo dar à palavra a função de advérbio de modo, ou seja, sistematically = sistematicamente=de forma
sistemática. Outro exemplo similar: “I
examined the subject thoroughly.” = Eu examinei o assunto
completamente/minuciosamente/de forma minuciosa.
Logo em seguida no texto
temos na verdade uma junção de palavras, uma prefixação e uma sufixação. Desmontando:
peerreviewed = peer+re+view+ed.
A palavra peer =colega, junta-se à palavra view = vista, que está prefixada por
‘re’ com igual equivalente em português, significando o fazer repetido de um
ato. O sufixo ‘ed’ presente na palavra na verdade se trata da conjugação no
passado simples de um verbo regular que não tem equivalente exato em português
mas que muitas vezes pode ser traduzido como os sufixos ‘ado’, ‘edo’, ‘ido’. No
caso, a palavra é traduzida como ‘revisado por colegas’.
Logo em seguida no texto
temos dois exemplos do sufixo ‘ity’ cuja equivalência no português na maioria
dos casos é com o sufixo ‘dade’, ou seja, estamos falando da coisa em si,
estamos transformando a palavra(adjetivos) em um substantivo, na qualidade em
si.
Exemplificando: ‘Reliable = confiável; reliability = confiabilidade’
‘Valid =
válido; validity = validade’
Posteriormente temos outro
exemplo da conjugação no passado simples com o uso do ‘ed’ em used e depois o sufixo ‘al’ em spinal, que transforma a palavra spine em adjetivo da mesma forma
que: critic= crítica (substantivo); practice = prática(subs)
Critical = crítico (adjetivo)
; practical = prático(adj)
No entanto, no caso da
palavra spine = espinha tal transição
é feita com a adição da partícula ‘da’ significando que é ‘proveniente
de/relativo à’ espinha.
Já o sufixo ‘ive’ em manipulative, pode ser traduzido como os sufixos ‘ivo’
e ‘iva’ em português. É o caso de um sufixo que transforma um verbo, manipulate, em um adjetivo, manipulative = manipulativa (concordando com a palavra terapia=therapy). O
‘ing’ é outro sufixo que serve para conjugar os verbos, ele possui outras
funções discutidas brevemente em post anterior, mas, em grande parte dos casos,
ele é traduzido como os sufixos do gerúndio, ‘ando’, ‘endo’, ‘indo’, porém não
é o caso de taking = tomando e nem da palavra following usada
antes no texto, o ‘ing’ é usado aqui de outra forma, ao ‘substantivar’ um
verbo, em outras palavras, transforma a ação na coisa em si. Para saber quando
estamos falando do uso do gerúndio ou de outra forma do ‘ing’, temos que
observar a presença ou ausência do verb
to be antes do verbo principal. Exemplificando:
He is following me =
Ele está me seguindo (verb to be =
gerúndio)
The following text is
important = O texto seguinte é importante ( ausência de verb to be =
substantivo ou adjetivo)
Seguidamente vemos o sufixo
‘ion’ sendo usado em motion palpitation, e para não haver erro
temos que observar a formação das frases.
As frases seguem a fórmula:
sujeito+verbo+objeto; na maioria dos casos, com exceções de cunho estilístico
que não convém discutirmos agora. Na ausência de um verbo entre dois
substantivos podemos seguramente presumir que se trata de um substantivo
adjetivando o outro, sendo que em inglês os adjetivos vêm antes do objeto, ao contrário
de como é na maioria dos casos em português. Voltando ao sufixo ‘ion’; ele pode
ser substituído em grande parte dos casos pelo sufixo ‘ção’ em português, e
muito provavelmente o seria para ambas as palavras se motion não estivesse aqui funcionando como um adjetivo. Sendo assim,
ao invés de ‘palpitação movimentação’ temos ‘palpitação de movimento’. Um aluno
de inglês poderia estranhar, pois, movimento é traduzido para o inglês como movement na maioria dos casos, no
entanto se tratam apenas de sinônimos dado o contexto. Em seguida no texto
temos apenas o uso de sufixos que já foram vistos aqui.
Longe de examinar
exaustivamente, essa foi só uma das técnicas usadas do inglês instrumental que
nos permite ler e compreender um texto que inicialmente nos parecia mais
complexo do que nossos conhecimentos sobre a língua. Estou aberto a dúvidas e
semana que vem vou me focar nos prefixos mais comuns na língua inglesa.
Informações sobre meus cursos na UGF em que ensinarei essas e outras técnicas
estão em:
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Definição, etimologia e classificação
Distúrbios no crescimento físico, desenvolvimento motor e comportamento motor
Implicações para o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social
O Professor de Educação Física e o processo de inclusão na escola
Atividades motoras: elaboração de objetivos, conteúdos, estratégias e ambiente
Esporte adaptado – histórico, classificação, modalidades
Atividade Física Adaptada para Pessoas com Doenças Musculoesqueléticas
Alterações posturais e torácicas
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Prof. M. André Luis Almeida
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Prof. Drd. Claudio Assumpção
Prof. Dr. Clóvis Sousa
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Prof. Dr. Newton Nunes
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Inscrição:
Até 20 dias antes do início do curso: R$ 120,00
Até 07 dias antes do início do curso: R$ 170,00
Matrícula: R$ 250,00
Opções de Pagamento:
Opção A: 17x R$ 270,00*
Opção B: 24x R$ 209,00*
*Valor com desconto, válido para pagamento realizado até um dia antes do vencimento. Após esse período, permanecerá o valor sem desconto. Opção A: R$ 280,00; Opção B: R$ 219,00.
Obs.: o pagamento da matrícula será no 1º dia de aula e a 1ª mensalidade, 30 dias após a matrícula.
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Vista lateral da coluna vertebral: lordose cervical, cifose toracica, lordose lombar e cifose sacral
A coluna vertebral apresenta suas curvas fisiológicas, as quais podem ser observadas em uma vista lateral: lordose cervical, cifose torácica , lordose lombar e cifose sacral. A acentuação da lordose lombar é conhecida como hiperlordose lombar. Pesquisas ratificam que a anteroversão da pelve (projetar o ´´umbigo ´´para frente) esta associada a um desequilíbrio nos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e também os músculos da região lombar e flexores do quadril que apresentam-se encurtados.
Cerca de 80% da população mundial sente dor lombar em algum momento de suas vidas, em sua maioria pelos fatos descritos anteriormente.
Os métodos empregados na correção postural da hiperlordose lombar, em suma está no fortalecimento do músculos abdominais, glúteos e paravertebrais, exercícios para mobilidade do quadril, além do aumento da flexibilidade dos músculos posteriores da coxa. É importante salientar a qualidade do exercício, que deve ser conduzido por um profissional de educação física ou fisioterapia, para que você tenha um resultado fidedigno.
Porém, o raciocínio de correção se diferencia segundo alguns autores. Para Tribastone (2001) e Kendall (2005), seguir os princípios da inibição recíproca, alongando o que esta encurtado e fortalecendo o que esta fraco já é suficiente para a correção.
Lembre-se que uma curva estrutural é impossível de correção completa, a estruturação de uma curva acontece com o fechamento das epífises de crescimento, por volta dos 18 anos de idade, com isso a imaturidade esquelética é fator importantíssimo para que uma alteração angular de coluna possa ter sua resolução total.
Kisner (2005) e Matos (2010), mostram que um músculo encurtado não necessariamente esteja forte, com isso faz-se necessário a manutenção de força desta musculatura, porém a ênfase do fortalecimento será direcionada a musculatura mais fraca que neste caso é o abdômen e glúteos com incremento da intensidade nestes segmentos e os alongamentos devem ser feitos bilateralmente.
Vanícola e Teixeira (2008), seguem a conduta descrita anteriormente porém iniciam com os alongamentos, seguem com mobilidade articular, pois acreditam que a mobilidade restaurada facilita a ADM a qual favorece o treinamento de força que vem a seguir.
Eu, Milena Dutra particularmente sigo o protocolo de Vanícola e Teixeira. Diferenças entre os 3 grupos de autores ainda não está descrita na literatura.
Mas, mesmo para indivíduos com curva já estruturada a aplicação dos exercícios mostram uma manutenção e em alguns casos atenuação da curva. Prevenir a progressão é fundamental.
Milena






