Classificação da DPOC conforme a gravidade

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Clóvis Sousa

A gravidade da doença é avaliada pela presença de sintomas crônicos (tosse e/ou produção de expectoração) e pela função pulmonar do paciente utilizada também para a sua monitorização. As medidas de função pulmonar, realizadas através da espirometria, são utilizadas para estabelecer a gravidade da DPOC.  As medidas utilizadas do diagnóstico e classificação da gravidade são: o Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1), a Capacidade Vital Forçada (CVF), e a relação VEF1/CVF, expressas em valores percentuais do previsto.

São quatro classificações de gravidade:

– Estádio 0: Em risco – Tosse crônica e produção de expectoração; a função pulmonar é ainda normal.


– Estádio I: DPOC leve – Leve limitação do fluxo aéreo (VEF1/CFV<70%; mas VEF1≥80% do previsto) e,
geralmente, mas nem sempre, tosse crônica e produção de expectoração.

  • Nesse estádio, o indivíduo pode não estar ciente de que sua função pulmonar está normal.


– Estádio II: DPOC Moderada – Agravamento da limitação do fluxo aéreo (VEF1/CFV<70%; e 30%≤VEF1<80% do previsto) e, geralmente, progressão dos sintomas, com falta de ar tipicamente desenvolvida ao esforço.

  • Exacerbações dos sintomas, que têm um impacto sobre a qualidade de vida e o prognóstico do paciente, são especialmente notadas em pacientes VEF1<50% do previsto.


Estádio III: DPOC Grave – Grave limitação do fluxo aéreo (VEF1<30% do previsto) ou presença de
insuficiência respiratória ou sinais clínicos de falência ventricular direita. Os pacientes podem ter a DPOC
grave (Estádio III) mesmo se for VEF1>30% do previsto, sempre que estas complicações se façam
presentes.

  • Nesse estádio, a qualidade de vida está bastante debilitada e as exacerbações podem ser umaameaça à vida.

Categories: DPOC

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