Conduta na DPOC estável – Não-Farmacológico

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Clóvis Sousa

Conduta na DPOC estável – Não-Farmacológico

O tratamento não-farmacológico inclui reabilitação, oxigenoterapia e intervenções cirúrgicas. Os programas de reabilitação devem incluir, no mínimo:

– Exercício físico;

– Aconselhamento nutricional;

– Educação.

Os objetivos da reabilitação pulmonar são reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e aumentar a participação em atividades diárias.

DPOCs em todos os estádios da doença se beneficiam dos programas de exercício físico, com aumento na tolerância aos mesmos, aos sintomas de dispnéia e de fadiga. Os benefícios podem ser mantidos mesmo após um único programa de reabilitação pulmonar, não importando se tal programa seja conduzido em pacientes hospitalizados, tratados ambulatorialmente ou em ambiente domiciliar.

Oxigenoterapia: A administração a longo prazo de oxigênio (> 15 horas por dia) a pacientes com insuficiência respiratória crônica tem se mostrado efetiva no aumento da sobrevida dos mesmos e tem um impacto benéfico na pressão arterial pulmonar, na policitemia (hematócito > 55%), na capacidade de exercício, na mecânica pulmonar e no estado mental.

O objetivo da oxigenoterapia a longo prazo é aumentar a condição de base da PaO2 em repouso para pelo menos 8,0 kPa (60 mmHg) ao nível do mar e/ou produzir SaO2 em pelo menos 90%, o que preservará a função vital do órgão através da garantia de uma oferta adequada de oxigênio.

Iniciar a oxigenoterapia para pacientes com a DPOC grave (Estádio III) se:
A PaO2 estiver em ou abaixo de 7,3 kPa (55 mmHg) ou a SaO2 estiver em ou abaixo de 88%, com ou sem hipercapnia; ou a PaO2 estiver entre 7,3 kPa (55 mmHg) e 8,0 kPa (60 mmHg) ou SaO2 for de 89%, se houver evidência de hipertensão pulmonar, edema periférico sugerindo insuficiência cardíaca congestiva ou politécnica.

Tratamentos cirúrgicos: A bulectomia e transplante de pulmão podem ser considerados em pacientes cuidadosamente selecionados com a DPOC grave (estádio III). Não existe atualmente evidência suficientes que se possa justificar o uso difundido de cirurgia de redução do volume pulmonar (CRVP). Não há evidência convincente de que o suporte ventilatório mecânico tenha alguma importância no tratamento de rotina da DPOC estável.

As próximas discussões serão sobre exercícios físicos aplicados para portadores de doenças pulmonares. Até lá!

Referência

Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease – COPD 2008; Disponível em: (http:www.goldcopd.com).

Categories: DPOC

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