CORANTES ALIMENTARES ARTIFICIAIS E A HIPERATIVIDADE

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Luzimar Teixeira e Milena Dutra

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Criança Hiperativa

Aditivos químicos presentes em alimentos e remédios infantis comercializados no Reino Unido poderiam causar hiperatividade, sugere um estudo da organização Food Commission.

Os pesquisadores analisaram cinqüenta medicamentos, incluindo analgésicos, xaropes e antibióticos. E descobriram que metade deles têm substâncias químicas associadas à falta de concentração e impulsividade. Os aditivos foram encontrados em remédios que contêm paracetamol e em antibióticos à base de amoxilina e eritromicina. De acordo com a pesquisa da Food Commission, alguns corantes encontrados em alimentos, como a Tartrazina, também poderiam provocar hiperatividade.

A Foods Standard Agency (FSA), agência do governo britânica de controle de alimentos, solicitou a realização de um estudo sobre os corantes alimentares artificiais e a hiperatividade. A pesquisa foi concluída em setembro de 2007.

O estudo foi realizado com 300 crianças, separadas em três grupos. Cada grupo recebeu um tipo de bebida: um placebo, sem nenhum aditivo; uma com aditivos dentro da média diária de consumo e outra com grande quantidade de corantes e outros aditivos. Antes do consumo das bebidas, o nível de hiperatividade das crianças foi medido, a fim de que fosse comparado com a mesma medida após o consumo. Como resultado, as crianças que beberam o líquido com alto teor de aditivos e corantes começaram a agir impulsivamente e demonstraram diminuição da concentração.

De posse dos resultados desse estudo, a Grã-Bretanha pretende que a Europa proíba o uso dos corantes que afetam o comportamento infantil. A presidente da FSA, Deirdre Hutton, defende que o estudo mostrou evidências suficientes para essa recomendação. Os corantes utilizados para a realização da pesquisa foram E102 (amarelo tartrazina), E104 (amarelo quinolina), E110 (amarelo crepúsculo), E122 (azorrubina), E124 (ponceau 4R) e E129 (vermelho 40). Já que a proibição implica ações da União Européia que poderiam levar vários anos, a solução temporária seria a pressão dos ministros britânicos para que os fabricantes retirassem voluntariamente os corantes de seus produtos, o que já vem sendo realizado por algumas empresas. A FSA recomenda que pais de crianças com hiperatividade estejam atentos para o risco do uso dos corantes.

Os resultados apresentados, que a ingestão freqüente de dieta composta por alimentos coloridos artificialmente, ou com aditivos químicos, aumentam em pelo menos 5 vezes as chances de surgimento de sintomas de déficit de atenção de hiperatividade em crianças com idade de 3 anos. Da mesma forma, os alimentos acima descritos correlacionam-se com elevação de risco de alterações comportamentais, quando consumidos por crianças com 8/9 anos de vida.

Os conservantes químicos e certas substancias, que colorem artificialmente a dieta das crianças, estão relacionados a um amento das taxas de déficit de atenção e hiperatividade nessa fase da vida.

Ainda que o efeito desses corantes sobre o comportamento seja pequeno, podem ser retirados da dieta infantil sem nenhum risco, pois são substâncias que não possuem benefícios nutricionais. Além desse estudo recente, já é comprovado que vários corantes alimentícios artificiais são causadores de alergias e intolerância alimentar, especialmente o amarelo tartrazina.

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