Diagnóstico da DPOC

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Clóvis Sousa

O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. Solicitará ainda exames de função pulmonar e de imagem, e eventualmente exames de sangue. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. A gasometria arterial é outro exame importante, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC a concentração de oxigênio no sangue está frequentemente diminuída.

Segundo a Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, 2006 (do inglês Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease – GOLD), o diagnóstico de DPOC deve ser levado em consideração em qualquer indivíduo que apresente sintomas característicos e história de exposição aos fatores de risco para a doença, especialmente à fumaça de cigarro (Figura 1, abaixo).

O diagnóstico da DPOC deve ser confirmado através da espirometria.

Segundo GOLD (2006), onde a espirometria não estiver disponível, o diagnóstico de DPOC deve ser feito usando todo os instrumentos disponíveis. Sintomas e sinais clínicos (falta de ar anormal e tempo expiratório forçado aumentado) podem ser usados para ajudar no diagnóstico. Um pico de fluxo expiratório (monitor) baixo é consistente com a DPOC, mas tem pouca especificidade, uma vez que pode ser causado por outras doenças pulmonares e pelo desempenho insatisfatório. No interesse de aperfeiçoar a precisão de um diagnóstico de DPOC, todo esforço deve ser feito para fornecer acesso a espirometria padronizada.

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