ESCOLIOSE

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Vértebra, curvatura lateral da coluna e eixos corpóreos

ESCOLIOSE

A palavra escoliose procede do grego “curvatura da coluna”. É definida como curvatura lateral da coluna vertebral, que se caracteriza por profundas alterações estruturais, que vistas pelo lado côncavo estarão representadas por uma diminuição do espaço intercostal, uma estenose do canal vertebral, um desvio do processo espinhoso de sua linha de simetria e uma projeção lateral e anterior das costelas. Do lado convexo, as alterações são representadas por uma projeção do gradil costal posteriormente, uma rotação do corpo vertebral, e um aumento do espaço interposta como conseqúência da projeção posterior do gradil costal, surge o perfil dorsal assimétrico, também chamado de Gibosidade.

Pode-se definir também a escoliose como uma deformidade da própria vértebra, que tem seus constituintes anatômicos assimétricos, assim como uma posição relativa anormal das vértebras entre si.

Segundo René Perdriolle, Escoliose é uma curva que se desenvolve no espaço. É devida a um movimento de torção generalizado por toda a raque. Esse movimento é produzido por uma perturbação localizada que origina uma ruptura do equilíbrio raquidiano.

De acordo com Charriére, as escolioses tem certas características importantes:

o desvio é permanente: há sempre uma parte mais ou menos importante de não-redutibilidade.

– as lesões anatômicas são constantes: existe sempre alteração estrutural.

– a rotação vertebral é sempre associada à inflexão lateral. Também, quando se constata gibosidade ou saliência para-espinhal, pode-se afirmar quase infalivelmente que se trata de escoliose.

CLASSIFICAÇÃO DAS ESCOLIOSES

– Escolioses não estruturadas: causas reversíveis, sem rotação.

–  postural – freqüente em adolescentes, curvas leves, desaparecendo com a flexão anterior da coluna ou ao decúbito.

– secundárias –  dor e espasmo muscular, lesão dolorosa (inflamação e neoplasia).

– Escolioses estruturadas transitoriamente.

– Escolioses estruturadas: curvas irreversíveis com rotação dos corpos na região da curva principal.

– idiopáticas ou essenciais – geralmente hereditárias, elas constituem a parte mais importante: aproximadamente 70% do conjunto das escolioses. Segundo a idade, há 3 tipos: infantil (antes dos 3 anos), juvenil (dos 3 aos 10 anos) e adolescente (de 10 até a maturidade).

– osteopáticas – congênitas, paralíticas, traumáticas, metabólicas, tumor, infecção e doença reumatóide.

CLASSIFICAÇÃO DAS CURVAS

Quanto a flexibilidade

– Hiperlasia: frouxidão ligamentar dos Msis, ligamentos intervertebrais.

– Postural; diferença dos MsIs, desnível de quadril e hábitos viciosos.

– Estruturais: com componente rotatório, vértebra cuneiforme, gibosidade, hermitórax escoliótico, deformação dos discos e diminuição da expansão torácica.

Quanto à morfologia

– Curva simples ou em C

a) Cervical

b) Dorsal

c) Lombar

d) Dorsais típicas

e) Totais

– Combinadas:

a) Cérvico-dorsal

b) Dorso lombar

– Com 2 curvas maiores:

a) Dorsal e lombar

b) Dupla dorsal

c) Dorsal mais dorso lombar

Fonte: www.wgate.com.br/fisioweb

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