Magreza, sinônimo de saúde?!

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Marcelo Pereira e Luzimar Teixeira

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Mulher magra, com uma fita métrica ao redor da cintura

Academias e clubes com salas lotadas, spas com agenda cheia… A imagem do corpo perfeito, muitas vezes incitado pela mídia, tornou-se nos últimos anos desejo de homens e mulheres. O corpo magro passou a ser visto como objeto de status social, proporcionando o mesmo prazer que usar uma peça de roupa de uma grife famosa ou possuir um automóvel. Obviamente, todos nós sabemos que o excesso de peso e a obesidade são extremamente prejudiciais a saúde; porém, um estudo publicado recentemente na conceituada revista Nature Genetics sugere que, nesse caso, as aparências também enganam.

Os pesquisadores do Institute of Metabolic Science (Cambridge, Inglaterra) identificaram que indivíduos magros apresentam uma variação do gene IRS1, o qual é responsável por reduzir a gordura subcutânea, mas, não possui efeito sobre a gordura visceral (aquela que fica ao redor de órgãos vitais, como coração e fígado, por exemplo).

A pesquisa envolveu estudos genéticos com mais de 76 mil pessoas e concluiu que não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos às doenças metabólicas provocadas pelo acúmulo de gordura visceral. Além disso, os indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis baseados apenas em sua aparência. Esses resultados, de certa forma, esclarecem por que uma boa parte dos indivíduos com diabetes do tipo 2, cerca de 20%, é magra apesar do distúrbio metabólico que apresentam.

A obesidade é prejudicial, mas a magreza não deve ser entendida como sinônimo absoluto de saúde, significando que os magros podem ficar despreocupados. Aos profissionais da Educação Física é importante a constante atualização dos conhecimentos, uma vez que variações genéticas e os possíveis riscos associados estão em voga na literatura científica.

Para maiores informações, acesse:

http://www.nature.com/ng/journal/vaop/ncurrent/full/ng.866.html

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