Você tem Canelite? Saiba o que é e previna-se!

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Por Ft. Msd. Milena Dutra

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Boneco com canelite


Você sente dor na canela ao andar ou correr?

Canela é o julgo nome popular dado para face anterior do osso da Tíbia. Esta região pode inflamar e gerar dor. As dores nos membros inferiores em corredores podem ter várias causas: musculares, tendinosas e/ou ósseas. A síndrome de estresse do tibial medial, popularmente conhecida como periostite medial de tíbia ou Canelite, é uma inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da tíbia, podendo se tornar fratura por estresse.

Preste atenção !!!!!

Osso é revestido por periósteo, periósteo é inervado, e quando se inflama gera dor. Mas também, esta dor pode ocorrer por fraqueza e/ou insuficiência da musculatura que realiza dorsi flexão plantar, o Tibial Anterior.

Canelite é  uma queixa comum em atletas, principalmente aqueles que costumam correr médias e longas distâncias. Além da corrida essa síndrome pode estar presente em outros esportes que envolvam o ato de pular, sendo os pousos e decolagens em superfícies duras, a principal causa da dor.

Este quadro é caracterizado por dor na região anterior da perna que inicialmente ocorre durante o exercício e melhora após algumas horas, evoluindo para dor persistente mesmo com a cessação da atividade, podendo dificultar até o andar de forma lenta.

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Inicialmente ocorre uma inflamação no periósteo, como descrito anteriormente, podendo evoluir para micro fissuras no osso e até promover uma fratura por estresse caso o individuo não pare de correr.

Dentre os fatores de risco para o aparecimento da Canelite, podemos citar:

– Aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física.
– Pessoas iniciantes no esporte ou que mudaram de atividade recentemente.
– A fraqueza dos músculos dos membros inferiores, como também a falta de alongamento dos músculos da panturrilha.
– Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados. Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia.
– Alterações nos arcos plantares
– Correr inclinando o tronco para frente.
– Tênis inadequado para o seu tipo de pisada.

O diagnóstico exato da lesão é feito pelo médico, a fim de excluir a possibilidade de ser uma fratura por estresse. O relato da história clinica como também o exame físico é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

Para NAVES (2011),  tratamento é feito através de:

– Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé.
– Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
– A Crioterapia (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
– Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (Panturrilha).
– Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural).
– Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15 semanalmente. É importante ressaltar que o mesmo já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.

Para FILHO (2011), algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da canelite, dentre elas podemos destacar:

– Uso do tênis correto. Adequado ao seu tipo de pé e com amortecimento também na parte anterior. O uso de uma palmilha de silicone pode ajudar.
– Alongue antes da corrida, e mais uma vez depois do aquecimento.
– Aquecer. Informe ao seu corpo que ele será sobrecarregado. Pode-se usar meias de cano longo para ajudar no aquecimento.
– Não corra com dor nem em excesso. Respeite os sinais do corpo.
– Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento
– Caso cometa um erro no treinamento e sinta dor na canela, coloque gelo,

MAS CUIDADO COM O GELO, leia a matéria anterior. Use gelo com moderação, apenas para diminuir o edema. Ao mesmo tempo que ele é bom, ele também é ruim.

-Tome antiinflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente.
– Faça musculação. Músculos fortes diminuem o impacto sobre ossos e articulações.

Mas….

Não adianta nada fazer musculação se você não treinar a musculatura do tornozelo, e normalmente ninguém faz isso. Converse com seu Educador Físico ou Fisioterapeuta eles irão orientar você e elaborar exercícios específicos para a região.
– Corra em superfícies adequadas.

Dica: Aos primeiros sinais de dores na região anterior da perna, procure um profissional para uma completa avaliação e o correto diagnóstico e tratamento, só assim você terá condições de realizar suas atividades esportivas sem maiores complicações.

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